segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A MISSA DOS MORTOS.

A Missa dos Mortos é uma das lendas mais tradicionais do Brasil.

Existe um registro muito popular de fatos dessa natureza que aconteceu na Cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, no começo do século XX, por volta de 1900, numa pequena Igreja que ficava ao lado de um cemitério, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, de Cima.
Quem presenciou uma dessas missas, foi o zelador e sacristão da Igreja. Ele chamava-se João Leite e era muito popular e querido em toda aquela região.
Conta-se que numa noite, já deitado, ele viu luzes na Igreja e pensando que fossem ladrões foi investigar. Para sua surpresa, viu que o templo estava cheio de fiéis, lustres acesos e o padre se preparando para celebrar uma missa.
Estranhou todo aquele movimento, os fiéis de roupas escuras e cabeça baixa. Ainda mais uma missa aquela hora sem que nada soubesse.
Quando o padre se voltou para dizer o "Dominus Vobiscum", ele viu que seu rosto era uma caveira. Viu que também os coroinhas eram esqueletos vestidos. Saiu apressado dali e viu a porta que dava para o cemitério escancarada. Do seu quarto, ficou ouvindo aquela missa do outro mundo até o fim.
Nomes comuns: Missa das Almas, Missa das Almas Penadas

Origem Provável: É sem dúvida originária da Europa. Em Portugal e Espanha, por volta da idade média, já se conheciam lendas com estas características. Os romanos antigos acreditavam que os fantasmas dos parentes mortos se reuniam de tempos em tempos.
Assim, eles, como também os Mouros espanhóis, celebravam a Festa dos Mortos. O objetivo era espantar os fantasmas errantes dos mortos.

Em Portugal é conhecida como "A Missa das Almas", e na Espanha como "La Misa de las Animas".

No caso brasileiro, é uma lenda muito comum em todo interior do país, embora seja citada como, primeiramente relatada em Ouro Preto, Minas Gerais, na Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Cima.

Também em Minas Gerais, na cidade de São João Del Rei, na Matriz de N. S. do Pilar existe um relato. Nesse caso, aconteceu com uma viúva moradora do lugar. Ela teria assistido a uma dessas missas e perdeu a noção do tempo. Assim, quando o sino bateu doze vezes a meia-noite tudo desapareceu, ficando ela sozinha completamente desorientada.

De acordo com a crença de alguns, a pessoa que presencia uma dessas missas, está perto de morrer ou seria um aviso de que vai morrer alguém conhecido dela.
Outros afirmam que é um sinal de longevidade.

27 comentários:

angela disse...

Mais um mistério da meia noite, como canta a musíca Zé Ramalho...
beijos

Felina Mulher disse...

Eu estou adorando seus contos minha linda, isso me lembra meus sobrinhos quando vão dormir em minha casa e ficam contando historias para assustar os menores.Eles vao adorar ler isto aki.
Fica com meus melhores sorrisos.

Norminha99 disse...

Estou gostando muito do seu cantinho, tem um ângulo diferente, além do que, gosto de histórias, contos e lendas. Virei aqui sim, mais vezes, mas me avise quando postar novas mensagens. Parabéns! Beijão.

Madai escritora disse...

Olá amiga,obrigada oelo comentario.Sou professora,tambem pesquisadora,adoro conhecer pessoas assim como vc,trocar experiências,princialmente referentes às nossas origens,valeu ,gostei tambem.

fénix renascida disse...

Cá estou eu, tal como prometi.
E tenho a certeza de que vou adorar, não fosse eu curiosa (embora também muito medrosa) no que toca a mitos e lendas populares.
Este post vem muito a propósito, já que estamos nas vésperas da noite das bruxas e do dia de todos os santos, dia em que, por tradição, se reza uma missa pelos defuntos e se depositam flores nas suas campas.
Acho que a minha filha mais velha também ia adorar. Ultimamente só me fala de histórias de terror, em que se evocam espíritos... e coisas assim.
Até breve.
Um enorme abraço.

Regina Fernandes disse...

Oi Silvana

Adoro suas histórias! Sou mineira e na minha terra esses contos são famosos, cresci escutando vários deles.

Bjs e parabéns pelo seu espaço, a cada dia mais lindo!

walter disse...

Silvana,
Já virei seu fã...
Abrir seu blogue, é como abrir uma caixinha mágica. Envolvemo-nos imediatamente pela magia que dela se solta...

beijo
Walter (leiria-Portugal)

"Minhas Palavras" disse...

São contos e mais contos, quando eu era criança minha avó contava umas coisas medonhas, para evitar que saíssemos a rua a qualquer hora. Interessante!

abraços

Nerfetiti disse...

Amei.... que lindo... adorei seu trabalho. te seguirei.... muito informativo, caloroso... parabéns...

Eugênia Pickina disse...

Querida Silvana, obrigada pela visita no meu espaço... Espiei aqui e também adorei... Há muito para aprender... Voltarei sempre. E nesse ir-e-vir, estreitaremos nossos laços e as fontes para a inspiração, colhida nas partilhas. E que sua visão floresça. Meus desejos de bem, saúde integral e coração luminoso... Bjs. Eugênia.

Madá disse...

Olá Silvana, obrigada pela participação e visita. Tem um miminho lá no meu cantinho para ti!
abraço!

Ana disse...

Muito interessante. Vou usar nas minhas aulas de sociologia. Obrigada pelas suas palavras simpáticas no meu blogue. Voltarei aqui mais vezes. Beijo, Ana

Rosan disse...

Essa missa parece animada, gostei muito,
gostaria de ver uma missa assim..
beijo

Sônia Brandão disse...

Silvana, admiro o seu trabalho. Nossa cultura popular é muito rica e é preciso que haja sempre alguém disposto a fazer esse resgate. Essa riqueza toda não pode ser perdida.

bjs

piedadevieira disse...

Oi, Silvana.
Adorei sua visita e seu comentário. Já sou sua seguidora, porque amo´contar e ler histórias.Vou ter tempo para ler seus trabalhos , já a primeira vista amei, gosto de suspenses.
Juntas defenderemos nossa riqueza cultural e ambiental.Gostei muito de sua ideias. Beijos

nereida disse...

Silvana, boa noite! Que estória fantástica! E eu que já estive em São João Del Rey, na referida igreja e não sabia de nada disso...teria olhado com outros olhos o local!!! Um beijo e continue a nos encantar com esses contos e lendas maravilhosos!
Nereida

Juliana disse...

Visitei e amei! Parabéns pelo resgate de nossos "causos".Aqui no Pantanal, tudo inspira mistério e enredos inesquecíveis.Vale a pena pesquisar. Uma brisa de Ipê....Juliana

Estrela disse...

Olá,Silvana! Eu já tinha ouvido falar dessa lenda, só que aqui mesmo em Pernambuco! Mais precisamente em Olinda, na Cidade Alta.No Livro do jornalista Roberto Beltrão, "Estranhos Mistérios d'O Recife Assombrado", ele nos relata este conto e vários outros de uma forma bem humorada.
De qualquer forma não deixa de ser um tanto macabro. Mas eu gosto mesmo assim!
Beijos,
sua fã...

EternoAprendiz disse...

Amiga Silvana creio que posso te chamar assim. Depois de visitar seu Blog e ver tanta riqueza, sentir-me honrada quando disseste ter chegado até mim. Estou aprendendo ainda a construir um blog, mas um dia chego lá.
Precisaria já estar contigo há muito tempo pra dar conta de tanta coisa boa que está postado no teu espaço. Aos pouquinhos vou conseguindo acompanhar-te.
Deus te abençoe por nos proporcionar tanta beleza. Existe coisa melhor do que "ouvir" histórias?
Obrigada pela visita e pelo carinho!
Beijos!

Criando, Copiando e Partilhando disse...

Passei pelo seu cantinho e fico agradecida pelo convite, valeu a pena aceita-lo, voltarei aqui mais vezes. Obrigada pela visita em meu humilde espaço. Grd abraço.

Sonia Schmorantz disse...

Não poderia deixar de ler mais esta história!
beijos

Emerson Souza disse...

Eu passei um carnaval dem S. J. Del Rey e também vi muita coisa esquisita acontecendo, e foi por causa do capeta (bebida muito difundida por lá).
Brincadeira a parte, gostei do relato cultural.
Bjus.

Genny Xavier disse...

Caríssima Silvana,
Seu blog é uma explícita declaração de amor ao Brasil, sua gente e sua cultura. Não há como não respeitar seu trabalho de pesquisa, seus textos, sua sensibilidade artística e suas fotos que me encheram os olhos de frescor e emoção.
Agradeço pelo acaso que te levou a uma visita ao meu "baú de guardados" e, em especial, pela oportunidade de conhecer também o seu. Grande abraço,
Genny Xavier

neide disse...

Oi querida Silvana.

Esses contos são ótimos e de arrepiar. Em relação a crença de alguns espero que a última seja a certa, pelo ao menos é uma esperança de que se vá viver mais um pouco..rsr

Bjss

@_-¯Cristiano Quaresma¯-_@ disse...

Andei bisbilhotando...
Gostei de suas minutas,
e pretendo passar por aqui diariamente...
"Meu Cazzzulo" e o "Dicas" clamam sua presença!rs
E assim se segue...
NAMASTE!

Daniel Savio disse...

Sinceramente, prefiro nunca encontrar uma missa desta...

Fique com Deus, menina Silvana.
Um abraço.

. disse...

Pensar que nasci no Dia dos Mortos..vou te contar uma coisa.
Quando eu era pequena,não conseguia entender,porque meu aniversário não poderia ser comemorado no dia em que eu nasci:02 de novembro.Porque meus irmãos podiam comemorar o aniversario deles na data em que nasceram e eu não.Não adiantava minha mãe tentar me convencer que era um dia triste,em que tínhamos que "guardar" o dia em respeito as pessoas que haviam falecido,eu não conseguia entender.Fiquei traumatizada durante toda minha infância,meu aniversário era sempre comemorado no dia 03.
Quando cresci,evitava falar para as pessoas que eu nascera nesse dia,cheguei até a falar que era no dia 03.Passou-se o tempo.Há uns 10 anos atrás,fomos morar em Piracicaba.Lá conheci uma Artista Plástica,que por coincidência nascera no mesmo dia em que eu.
Comentei então com ela,sobre essa minha tristeza e foi ela que me falou a coisa mais linda,que eu nunca tinha ouvido.
Ela me disse que tb teve o mesmo trauma,mas que quando cresceu,a avó dela era uma pessoa muito sábia e disse para ela,que a data mais bonita para nascer,era o dia 02,dia de Finados,porque a pessoa nascida nesse dia,tinha uma proteção especial.Que as almas do céu ficavam agradecidas por alguém nascer no dia delas e que as pessoas tinham proteção especial em todos os momentos da vida dela.
E depois disso,comecei a refletir e ver que havia realmente uma verdade sobre isso. Porque tudo que peço para as almas eu consigo,principalmente para pessoas da minha família.
Então depois disso,passei a aceitar o meu nascimento,com maior clareza nessa data.Consegui superar todos os meus traumas,convivo com isso sem medo de ser feliz.
Abços