terça-feira, 29 de março de 2011
COMO OSSAIM RECEBEU DE ORUNMILÁ O NOME DAS PLANTAS.
Ifá foi consultado por Orunmilá que estava partindo da terra para o céu e que estava indo apanhar todas as folhas. Quando Orunmilá chegou ao céu Olódùmaré disse, eis todas as folhas que queria pegar o que fará com elas ? Òrùnmílá respondeu que iria usá-las para beneficio dos seres humanos da Terra.
Todas as folhas que Òrunmílá estava pegando, Orunmilá carregaria para a Terra. Quando chegou à pedra Àgbàsaláààrin ayé lòrun (pedra que se encontra no meio do caminho entre o céu e a terra) então Orunmilá encontrou Ossãe e perguntou:
— Ossain onde vai?
Ossain disse:
— "Vou ao céu, vou buscar folhas e remédios".
Orunmilá disse que já havia ido buscar folhas no céu para benefício dos seres humanos da terra. Disse, olhe todas essas folhas, Ossain pode apenas arrebatar todas as folhas. Ele poderia fazer remédios (feitiços) com elas porém não conhecia seus nomes.
Foi Orunmilá quem deu nome a todas as folhas. Assim Orunmilá nomeou todas as folhas naquele dia. Ele disse, você Ossain carregue todas as folhas para a terra, volte, e iremos para terra juntos. Foi assim que Orunmilá entregou todas as folhas para Ossain naquele dia. Foi ele quem ensinou a Ossain o nome das folhas apanhadas.
Olodumaré deu a Ossain todo o poder das folhas, o qual ele guardava em uma cabaça pendurada em um galho de árvore.
Um dia Xangô se queixou a sua mulher Oyá , deusa dos ventos, que só Ossain conhecia o segredo de cada uma das folhas e que os demais Orixás estavam no mundo sem possuir nenhuma planta. Oyá levantou sua saia e agitou-a, um vento violento começou a soprar e derrubou a cabaça de Ossain no chão quebrando-a.
Ossain, ao perceber o que aconteceu, gritou – Ewéo! (Oh! As folhas! As Folhas!), mas não pôde impedir que os demais Orixás pegassem as folhas e as dividisse entre eles, mas os Orixás não tinham o conhecimento das ervas e até hoje precisam de Ossain para usá-las em seus rituais, ficando seu segredo a salvo.
(Fonte: Nações e Cultura da cor)
sexta-feira, 25 de março de 2011
A SERPENTE DE OLUMO (origem: Angola)
Um jovem, chamado Ayobami, vivia feliz na sua aldeia até ao momento em que, tendo atingido a idade adequada, decidiu, com o consentimento dos pais, arranjar mulher e casar, tudo conforme os preceitos da tribo Omoro.
Ayobami tinha duas amigas que já conhecia há muito tempo e com as quais passara toda a sua infância: a mais nova chamava-se Olu, a outra Yemesi. Ayobami queria absolutamente casar-se com uma das duas, mas não sabia qual delas escolher. Eram muito diferentes uma da outra, mas igualmente belas.Pelo seu lado, as duas jovens amavam Ayobami. O homem era bom trabalhador e excelente caçador; possuía o sentido da justiça, sendo respeitado em toda a aldeia e bastante conhecido nos arredores. Ayobami era rico e bem constituído, teria podido muito bem casar com as duas raparigas ao mesmo tempo; mas a tradição não o permitia. Não conseguindo decidir-se, viam-no ficar longas horas sentado diante da sua cabana, a examinar as vantagens que teria em se casar com uma ou com outra. Quando julgava ter decidido e se levantava para ir anunciar a boa nova a seus pais, pensava imediatamente nas qualidades da outra e voltava a hesitar.
As duas jovens, por seu lado, rivalizavam em gentileza e em beleza, não estando nenhuma delas disposta a ceder o seu lugar à outra. A última palavra cabia, pois, a Ayobami. Precisava saber, a todo o custo, qual das raparigas o amava mais.
Uma tarde, enquanto as duas raparigas estavam sentadas ao pé de Ayobami, estando este a refletir nesse problema, uma serpente transparente saiu da floresta de Olumo, uma das colinas da região de Abeokuta. Tinha à cabeça três enfeites, e todo o seu corpo, extremamente comprido, fumegava ligeiramente ao deslizar em silêncio por entre as ervas. Quando chegou perto da fogueira, ergueu-se sobre a cauda e dançou por instantes, enquanto as chamas brilhavam nos seus olhos vermelhos. Todos estes sinais lhe davam uma aparência mágica, e toda a gente reconheceu assim nela uma serpente enfeitiçada e sagrada.
Ayobami, que estava de costas para a serpente, não a viu chegar, e quando as duas raparigas finalmente a avistaram, já era demasido tarde. Gritaram ao mesmo tempo quando a serpente mordeu Ayobami na coxa, antes de desaparecer na noite. Ela cumprira assim a missão que os deuses lhe tinham confiado.
Em breve, Ayobami foi obrigado a ir-se deitar no interior da sua cabana. As duas jovens
despertaram então toda a aldeia. Foram procurar o curandeiro que, reconhecendo nisso um sinal dos deuses, não quis intervir.
As velhas mandaram, então, ferver imediatamente umas ervas e uns pós, que puseram na ferida, mas sem sucesso. Tudo foi tentado para salvar a vida de Ayobami; contudo, umas horas depois, este acabou por morrer, sem sequer ter voltado a abrir os olhos e, sobretudo, sem ter chegado a dizer qual das duas jovens preferia.
Ambas se puseram então a chorar a morte do seu amigo. De manhã, Olu, a mais nova, levantou-se e proferiu as seguintes palavras:
-Sem a existência de Ayobami, a minha vida já não tem sentido. Quando o fogo morre, o fumo desaparece com ele. Não posso viver sem a sua presença. Assim, vou hoje juntar-me a ele na morte.
E, antes que alguém a tivesse podido impedir, pôs-se a correr através do mato. Encontrou a pista da serpente enfeitiçada, foi ter com ela e, por seu turno, fez com que ela a mordesse. Olu tombou por terra, caindo entre as ervas, e morreu pouco depois, julgando estar aí todo o preço do seu amor.
Yemesi não sabia o que fazer. Refletiu alguns instantes e, depois, de súbito, decidiu-se. Entrou na cabana de seu pai, pegou na grande catana pendurada numa das paredes, e seguiu igualmente a pista da serpente. Quando a apanhou, e no momento em que erguia a arma para lhe cortar a cabeça, a serpente ergueu-se à sua frente e disse-lhe:
-Yemesi, não me mates! Se me deixares viver, vou ajudar-te a salvar Ayobami.
A jovem aceitou e a serpente deu-lhe, então, dois saquinhos, um contendo um pó negro e outro um pó branco.
-Pega nestes dois sacos e pôe-te em cima do cadáver de Ayobami. Fecha os olhos e lança o pó negro para muito longe, na direção do sol nascente, e o pó branco também para muito longe, na direção do sol poente.
Yemesi seguiu os conselhos da serpente e, de imediato, Ayobami e Olu foram misteriosamente ressuscitados.
Ayobami não hesitou mais e escolheu aquela que devia ser a sua esposa para toda a vida.
(Fonte: Nações e a cultura da cor)
domingo, 20 de março de 2011
MAHURA - A MOÇA TRABALHADEIRA.
Origem: Moçambique
Quando Olorum criou o universo, o céu e a terra viviam juntos e em perfeita harmonia: as gotas de chuva se juntavam às águas das cachoeiras, o vento e a brisa eram companheiros inseparáveis e propiciavam um belo espetáculo formando mosaicos de folhas secas e gravetos, os homens compartilhavam a vida e não havia distinção de credo e cor, pois todos faziam parte de uma única raça: a humana.
Um dia, a terra achou que havia chegado a hora de ter um filho e deu à luz uma bela jovem na aldeia Okulo a quem deu o nome de Mahura, que significa moça trabalhadeira.
Mahura cresceu depressa e logo desenvolveu suas aptidões: trabalhava incansavelmente e com muita disciplina. Durante o dia, cuidava dos ciclos da natureza e, quando o sol se punha, sentava-se ao chão perto de um enorme pilão que usava para triturar raízes, sementes e cascas que serviriam para fazer a tintura colorida que tingia a palha e o algodão que vestia a sua tribo. Só que o pilão que Mahura usava era mágico e, quanto mais usado, mais crescia e, como a jovem era alimentada pelo trabalho, mais vigor empreendia na sua labuta.
Tanto o pilão cresceu que começou a machucar o céu que no início gemia baixinho; mas, não conseguindo suportar as dores causadas pela mão-de-pilão de Mahura, passou a reclamar.
- Céu, sobe mais um pouquinho! - pedia a moça.
Com isso, o céu foi se distanciando, distanciando, se tornando cada vez mais inacessível até chegar a ponto das nuvens não poderem mais brincar livremente e as gotas de chuva não conseguirem mais manter o solo úmido e fértil que foi ficando fraco e pobre. As frutas não mais brotavam nas árvores como flores em buquê e a tristeza tomou conta de tudo.
Também Mahura ficou infeliz e resolveu pedir desculpas ao céu que estava tão inatingível e não ouviu suas lamúrias. Então, a jovem resolveu ofertar um presente, retirou uma pepita dourada do leito de um rio dando-lhe o nome de Sol e, de uma caverna escura, retirou uma pedra redonda e reluzente à qual batizou de lua.
Atirou os presentes bem para o alto, um de cada lado do céu como um pedido de desculpas que aceitou as oferendas, mas preferiu ficar lá em cima, pois era mais seguro.
Assim contaram, assim lhes contei: se dúvida tiverem do causo aqui narrado, olhem à noite para o céu. As estrelas que virão brilhando nada mais são do que as cicatrizes deixadas pelo pilão de Mahura.
Fonte: Nações e cultura da cor
sábado, 19 de março de 2011
DIA DE SÃO JOSÉ.
Chuva no dia de São José é sinal de fartura, acreditam os agricultores.
Meu divino São José,
Aqui estou a vossos pés.
Dá-nos chuva com abundância,
Meu divino São José.
"O sertão é uma espera enorme",
Dá-nos chuva com abundância,
Meu divino São José.
Para os produtores nordestinos, a tradição para uma colheita farta é levada a sério: os pedidos e cantorias para o santo começam logo cedo.
Meu divino São José,
Aqui estou a vossos pés.
Dá-nos chuva com abundância,
Meu divino São José.
"O sertão é uma espera enorme",
Dá-nos chuva com abundância,
Meu divino São José.
Na cidade de São José do Campestre, localizada no estado brasileiro do Rio Grande do Norte, reza a lenda que se neste dia chover, a festa seguinte - a de São João -, a população local será abençoada com uma farta colheita de milho.
E como São José não é de decepcionar ninguém, depois de muitas rezas e pedidos, o santo mandou a chuva tão esperada pela população.
É sinal de que vamos ter uma festança em junho.
Oba !
A popularidade do santo é tão grande, que no Maranhão (outro estado brasileiro), uma cidade deu até sobrenome para o santo: São José de Ribamar.
Contam os historiadores que há 400 anos, os índios revoltados com a colonização entraram na igreja e roubaram as imagens. O grupo entrou no mar, veio uma tempestade muito forte e a canoa acabou virando.
Todos afundaram, mas as imagens começaram a boiar.
Por isso o nome "Ribamar" ( riba= em cima).
O santo tão é adorado no estado, que dez por cento do eleitorado maranhense tem o nome dele. Dos 130 mil habitantes de São José de Ribamar, 7 mil assinantes da lista telefônica têm José na nomenclatura.
De cada dez meninos que nascem lá,
três ou quatro recebem o nome de José Ribamar
três ou quatro recebem o nome de José Ribamar
Verdade !
........................
Para quem gosta de simpatias, existe a da fruta.
É assim:
Para que o pedido seja atendido, você deve ficar um ano sem comer a fruta sorteada.
Se for justo e merecedor, o pedido será realizado durante o correr do ano.
ORAÇÃO A SÃO JOSÉ
Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de
Tornar possível as coisas humanamente
Impossíveis, vinde em nosso auxílio nas
Dificuldades em que nos achamos.
Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos
Confiamos, para que tenha uma solução favorável.
Ó pai muito amado, em vós depositamos toda a
Nossa confiança. Que ninguém possa jamais dizer
Que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis
Junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que vossa
Bondade é igual ao vosso poder.
São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais
Santa família que jamais houve, sede, nós vos
Pedimos, o pai e protetor da nossa, e impetrai-nos
A graça de vivermos e morrermos no amor de
Jesus e Maria.
São José, rogai por nós que recorremos a vós !
terça-feira, 15 de março de 2011
AS MÀSCARAS AFRICANAS.
O significado das máscaras é muito difícil de ser compreendido pelos não-africanos, justamente porque nelas residem muitas fantasias, misticismo e magia que exprimem o modo de pensar de muitas sociedades tribais africanas.
Esses significados variam de um grupo étnico para outro, onde uma só máscara pode ter significados variados.
Uma pessoa que não tenha sido iniciada nos rituais secretos das máscaras não conhece o seu significados. Muitas podem ser vistas apenas por aqueles que tenham sido iniciados nesse respectivo conhecimento. Mulheres e crianças são freqüentemente excluídas das cerimônias sagradas onde certas mágicas aparecem. Há até uma crença de que a visão não autorizada de uma cerimônia de consagração de máscaras pode trazer doenças, desgraça e morte para aqueles que violarem as regras ritualísticas.
A máscara simboliza uma transformação mística; quem a veste incorpora o ser que ela representa.
Na região oeste da África, elas têm importantíssima função, por exemplo, nas festas de iniciação, aparições públicas de sociedades secretas, nos rituais de casamento, nascimento, morte e feitiçaria e nas celebrações das colheitas.
Elas podem purificar, proteger ou assombrar, transmitindo mensagens dos espíritos para as pessoas e acompanham os homens na guerra, na caça e nos trabalhos no campo.
A função das máscaras juntamente com os trajes sagrados é fixar a atenção de todos na energia de um espírito.
Fonte: Nações e Cultura da Cor.
sábado, 12 de março de 2011
REGIÃO SERRANA/RJ - O QUE DE CONCRETO FOI FEITO.
Hoje faz 2 meses da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro - saldo até o momento: 905 pessoas mortas e 349 desaparecidos. Não é algo agradável de se lembrar, mas precisamos estar atentos a alguns pontos, a saber:
Gostaria de saber como as Prefeituras das localidades afetadas pelas chuvas de janeiro/2011 explicam o sentido geral da população, de que o trabalho de reconstrução caminha a passos de cágado ?
Esse ar de normalidade é ilusório, e os caras vão para a TV com promessas, falando que está tudo bem, quando na verdade não está.
Por que o Ministro da Defesa, Nelson Jobim permitiu que as forças armadas deixassem a região serrana a mercê de tais políticos ?
Quem mora na região afetada e se dá o trabalho de percorrer estas localidades, pensa que a tragédia ocorreu há dois dias, pois os sintomas são muito visíveis: casas cobertas de lama, carros retorcidos para todos os lados, ruas interrompidas,restos de enchente para todos os lados, gente sem moradia e sem ter o que comer pedindo um copo de café, um prato de comida, um agasalho ...
Quanto foi liberado de fato para a região serrana do Rio ? O discurso nos veículos de comunicação é perfeito, mas repito: o que vejo aqui são pessoas perdidas sem seus trabalhos, sem moradia, sem qualquer perspectiva de recomeço.
Outro ponto, sem as licitações (devido ao estado de calamidade pública), as contratações viram o samba do crioulo doido . Será que a verba está sendo administrada com a devida seriedade?
Outro ponto, sem as licitações (devido ao estado de calamidade pública), as contratações viram o samba do crioulo doido . Será que a verba está sendo administrada com a devida seriedade?
Eu sei que muitas questões não serão resolvidas, mas o abandono, o já é passado, isso a população não pode deixar acontecer. Temos que cobrar, temos que fiscalizar, ficar atentos as jogatinas partidárias mesmo porque, no final das contas, eles passam e nós ficamos.
Parênteses: Todas as vezes que percorro essas localidades para ver o que efetivamente está sendo feito e o que posso ajudar, me vem em mente Santo Agostinho: "O homem põe, e Deus dispõe".
E o homem ainda acha que está no comando.
.........................
"Prazo para saque de FGTS a vítimas das chuvas no Rio termina na quarta (16/03)", diz a manchete.
Quem será que conseguiu sacar esse tal FGTS? Sim, porque as exigências da Caixa Econômica eram enormes, só posso crer para dificultar a retirada.
Não deu nem tempo dos tais malditos laudos feitos pela Defesa Civil ficarem prontos, já que tudo ainda se encontra de pernas para o ar, e as Prefeitura não tem efetivo suficiente para já ter percorrido toda região e emitido os tais laudos para que a pessoas possam dar entrada e sacar o tal FGTS, o que também não o fazem na hora ( tem que agendar e depois marcar para 5 dias).
Coitado de quem não tem noção de seus direitos.
Entre o discurso e a realidade existe uma grande distância.
Não vou nem levantar a bandeira dos agricultores.
Aliás, estamos todos, moramos da serrana, sendo soterrados junto com os deslizamentos.
Outro ponto, quantos atingidos estão efetivamente recebendo aluguel social ?
O que é viver num abrigo ?
Para mim, viver em um abrigo é um estágio acima de estar em um presídio.
E quando se acaba de cumprir a pena no abrigo ?
Sim, porque em um presídio você tem um data para sair.
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O capitalismo que praticamos aqui no Brasil, reserva um transporte de segunda categoria para os mutilados, idosos, crianças com doenças crônicas, deficientes e estudantes, onde as empresas de ônibus encontram respaldo em uma lei federal aprovada e em vigor. Eu gostaria de saber qual foi o parlamentar autor da lei que proíbe essa população do acesso ao ônibus de ar condicionado (tarifa A), os chamados "frescões".
A demora dos ônibus comuns, deixam essas pessoas horas e horas nos pontos de ônibus, embaixo do sol escaldante do Rio de Janeiro.
Não é possível que o Governador, o Secretario transporte não tenham a percepção dessa canalhice. Eu não tenho conhecimento de nenhuma empresa que não tenha enriquecido seu proprietário, ou que tenha sido devolvida porque dá prejuízo. Isso me lembra a sociedade que Hitler idealizava ( os fracos deviam ser eliminados). É esse o valor humano que professamos hoje em pleno século XXI ?
A crueldade é tão grande a ponto de retirarem os convencionais da rua ( que tem a passagem mais barata) em troca dos com ar condicionado, proibindo assim a entrada das gratuidades.
O que se desconhece é que o passageiro que se sentir lesado, pode entrar com ação judicial porque os juízes estão dando ganho de causa para esses processos. Só que não é todo mundo tem dinheiro e tempo para correr atrás de seu prejuízo.
Imagina a situação de um deficiente ou de um mutilado, embarcar naqueles quentões abarrotados, com sensação térmica de quase 50 graus em meio a enormes engarrafamentos. Quem fez essa lei e a turma que votou para a sua aprovação, certamente não tem suas mães enquadradas nessa situação.
É preciso entender que a autoridade pública tem que zelar pela população.
Não é possível que o Governador, o Secretario transporte não tenham a percepção dessa canalhice. Eu não tenho conhecimento de nenhuma empresa que não tenha enriquecido seu proprietário, ou que tenha sido devolvida porque dá prejuízo. Isso me lembra a sociedade que Hitler idealizava ( os fracos deviam ser eliminados). É esse o valor humano que professamos hoje em pleno século XXI ?
A crueldade é tão grande a ponto de retirarem os convencionais da rua ( que tem a passagem mais barata) em troca dos com ar condicionado, proibindo assim a entrada das gratuidades.
O que se desconhece é que o passageiro que se sentir lesado, pode entrar com ação judicial porque os juízes estão dando ganho de causa para esses processos. Só que não é todo mundo tem dinheiro e tempo para correr atrás de seu prejuízo.
Imagina a situação de um deficiente ou de um mutilado, embarcar naqueles quentões abarrotados, com sensação térmica de quase 50 graus em meio a enormes engarrafamentos. Quem fez essa lei e a turma que votou para a sua aprovação, certamente não tem suas mães enquadradas nessa situação.
É preciso entender que a autoridade pública tem que zelar pela população.
Para mim, isso é mais um ato de total desumanidade e absoluta canalhice.
Esse é o nosso Brasil!
quinta-feira, 10 de março de 2011
KERERÊ - A GALINHA PINTADA DA ANGOLA.
Numa certa manhã, vinha de cabeça baixa e muito triste uma Kererê, lamentando-se «tô fraca, tô fraca, tô fraca!».
Resolveu saciar a sede num riacho. Lá deparou-se com uma linda mulher que se banhava e coquete como só ela sabia começou a pintar-se.
Kererê quando viu aquilo admirou-se: era Dandalunda, aquela que dá brilho às jóias e se banha e pinta antes mesmo de cuidar dos filhos...
Dandalunda quando percebeu a tristeza daquela ave perguntou-lhe:
- Porque é essa tristeza Kererê?
Kererê respondeu-lhe:
- Entre os meus pares eu sou a mais feia!
Naquela época Kererê era toda preta...
Dandalunda então pediu para Kererê se aproximar. Ela pegou em osum amarelo e pintou o seu bico; depois com osum vermelho os brincos. Depois com waji tornou as penas azul escuro e com efum fez as pinturas brancas. E continuou a pintar Kererê. Esta ao ver a sua imagem no abebé de Dandalunda saiu correndo de tanta felicidade cantando "Kuéim, kuéim, kuéim".
Dandalunda que ainda não tinha terminado de pintar Kererê pediu a Kakulu, divindade dos gêmeos, para que corresse atrás de Kererê e a trouxesse de volta, pois não tinha pintado o seu peito.
Kererê lá voltou e pediu para que Dandalunda ao invés de pintar o peito lhe desse um colar.
Dandalunda fez-lhe a vontade e ofereceu-lhe um colar em forma de coroa que Kererê carrega até hoje... e entre os seus pares é a mais linda de todas...
Tempos depois Kererê voltou e tornou-se o primeiro ser que "tomou" obrigações por aquela que é capaz de modificar todos com a sua doce magia encantada da beleza.
Kererê, o primeiro ser de cabeça raspada, adornado e pintado por Dandalunda... e é por este motivo que quando um Kererê é sacrificado, os africanos têm que tirar este colar em forma de coroa e coloca-lo em evidência!
OBS: Kererê é também conhecida por Konquem, "Tô" fraco, Etu ou Galinha d’Angola
(Fonte: Nação e Cultura da Cor)
terça-feira, 8 de março de 2011
DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
(Fonte: http://.www.diadasmulheres.kvt.org.br)
Desconheço a autoria da imagem publicada acima.
Desconheço a autoria da imagem publicada acima.
Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer Estrela,
que lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver, parabéns pelo dia de hoje.
quarta-feira, 2 de março de 2011
A ALFAZEMA.
A alfazema é usada para restabelecer o fluxo menstrual. É calmante e alivia as dores de cabeça. É ótima para quem tem enxaquecas, se usada em tratamento constante. Alivia o coração , é boa para hipocondria e tonturas decorrentes de abalos nervosos.
Além disso, a planta serve para afastar as bruxas disfarçadas de mariposas, que rondam os berços dos bebês indefesos, assim dizia a minha avó.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
DOM OBÁ - PRÍNCIPE DO POVO.
Nos meados do século XIX a cidade do Rio de Janeiro se tornou a maior metrópole africana do hemisfério ocidental. Uma grande comunidade negra que revelou como as identidades étnicas de "Nação", criadas pelo tráfico negreiro, eram capazes de ser recriadas pelos africanos a partir da correlação de forças e conquistas dentro deste próprio quilombo urbano.Este era o tempo em que viveu Cândido da Fonseca Galvão, ou melhor, Dom Obá II D'África, um líder popular afro-brasileiro das ruas do Rio, pioneiro do movimento da negritude e da luta pela igualdade racial no Brasil, que atuou no período de transição da escravidão para a Abolição.
Filho de africanos forros, brasileiro de primeira geração, era, ao mesmo tempo, por direito de sangue, príncipe africano, neto, ao que tudo indica, do poderoso Aláàfin Abiodun, o último soberano a manter unido o grande império de Oyó na segunda metade do século XVIII.
Dom Obá (que quer dizer "rei" em iorubá) nasceu na Vila dos Lençóis, no sertão da Bahia, por volta de 1845.
D. Obá se alistou e lutou na Guerra do Paraguai (1865-70), de onde saiu oficial honorário do Exército brasileiro, por bravura. De volta ao país, fixou residência no Rio, onde era tido pela sociedade de bem como um homem meio amalucado, uma figura folclórica e era, ao mesmo tempo, respeitado e reverenciado como um príncipe real por escravos, esfarrapados, libertos e homens livres de cor que viviam nesta África carioca.
Amigo pessoal do Imperador D. Pedro II, assumiu papel histórico importante no processo de Abolição, pois era o elo entre as elites do poder monárquico e a massas populares.
Dom Obá desenvolveu um pensamento alternativo da sociedade e do próprio processo histórico brasileiro. Talvez pelo conteúdo mesmo de suas idéias, talvez por sua linguagem crioula, dosada com alguns toques de iorubá e mesmo latim. Apesar de seu discurso ter parecido opaco, incompreensível para a elite letrada da época, abolicionistas e a camada popular compartilhavam de suas idéias, que brotavam de dentro das quitandas.
O Príncipe Dom Obá, independentemente de sua linhagem monárquica, tinha posições política bem definidas em prol da igualdade e da justiça social. Contrariou as filosofias evolucionistas e etnocêntricas da ciência com relação ao processo de miscigenação brasileira.
O príncipe ensinou ao negro a orgulhar-se de sua cor e, por não acreditar em superioridades, era "amigo dos” brancos “ e de todos aqueles que tinham a sensatez de compreender que o valor não está na cor.
Na verdade, para Dom Obá, não parece existir exatamente uma "questão racial", mas uma questão de cultura, de informação, de desconhecimento. Portanto, o seu desconsolo com esta nova África, onde ainda há quem cultive as tolices do preconceito e da desigualdade.
"Sou conservador para conservar o que for bom e liberal para reprimir o preconceito e a injustiça social", disse Dom Obá, um Cidadão Negro Brasileiro.
(Fonte: Nações e a Cultura da Cor)
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A LENDA DO BESOURO USADO COMO JÓIA VIVA.
O ano passado, uma mulher tentou entrar nos Estados Unidos, originária do México, com um broche vivo, um besouro cravejado de jóias e ouro preso à roupa por uma correntinha. O caso ocorreu no posto fronteiriço de Brownsville, no Texas.A tal mulher afirmou ter comprado o broche no México. Apesar de ela ter feito a declaração correta às autoridades americanas, o inseto acabou confiscado por agentes aduaneiros.
Há séculos os besouros costumam ser usados como adorno em algumas regiões do México. Comenta-se que Jackie Kennedy teria usado um broche vivo quando era primeira-dama do EUA.
Existem algumas lendas que rondam este inseto: no antigo Egito, o escaravelho dourado era um símbolo do deus do Sol. Ele criava o sol nascente, levando-o do horizonte até o seu lugar no céu para que o sol pudesse iluminar o mundo.
Mas a lenda que originou o adorno veio da antiga civilização Maia, que conta a história de uma princesa que se apaixonou por um homem com o qual não poderia casar. Tão inconsolável estava, que chorava dia e noite por causa de seu amor proibido. Um xamã, ouvindo seu choro e descobrindo a sua causa, transformou-a num besouro brilhante, uma jóia viva. O seu amado colocou o broche em seu peito. Assim, ela passou a sua vida perto do coração daquele que ela gostava.
A imagem é de um broche que hoje em dia ainda é muito vendido na América Central: a de um besouro vivo cravejado de pedras. Ele é preso na roupa, na altura do coração, por um alfinete. Dizem que dura em média 3 anos. É vendido com um pedaço de tronco oco - seu habitat - onde retira os nutrientes necessárias para se alimentar.
ISTO É INCRIVEL !
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
A CRIAÇÃO DO MUNDO NUM ENCONTRO DE AMOR ( Lenda Iorubana).
Contam três princesas Iorubás - Ya Calá, Ya Detá, Yá Nassô - que muito antes da Terra surgir, existiam no grande Universo duas grandes dinastias - Ifé (considerada pelos Iorubás "O Berço do Mundo") e Oyó.
Os reis destas dinastias – Odudua em Ifé e Oraniyan em Oyó - foram divinizados por Olorum – o Senhor Supremo de Orum (o Universo) .
Nas duas cidades, a lenda conta que os dois líderes chegaram da morada de Olorum, trazendo uma substância escura e desconhecida, fornecida pelo Senhor Supremo e a jogaram sobre as águas primitivas formando um pequeno monte de terra sobre o qual pousou uma galinha com penas preto-azuladas e cintilantes, com pintas brancas por todo o corpo que, ao ciscar, espalhava um monte de terra para Odudua,; originando Ifé e outro monte para Oraniyan; originando Oyó – reinos do céu onde se tornaram governantes absolutos.
E enquanto Odudua e Oraniyan reinavam, Olurum tomou uma importante decisão – a de criar o mundo. Ordenou, então, a Obatalá, seu filho guerreiro, que rendesse a Bará os tributos devidos e não perdesse tempo e partisse com a missão de criar um mundo onde todos os seres vivessem em perfeito equilíbrio, de acordo com Suas leis.
Olorum entrega a Obatalá o cajado da criação, porém, por causa de sua pressa, parte desprezando o Legbará. Durante o trajeto, parou para beber um pouco de vinho de palmeira e, embriagando-se, adormeceu e perdeu-se do seu destino.
Oduduá, a divina senhora, aproveitando-se da situação, foi ao encontro de Obatalá, que estava num sono profundo, seduziu-o e, apoderando-se de seu mágico cajado, ela começou a transfiguração física da Terra que, no começo, era uma porção de matéria líquida.
Oduduá jogou cinco galinhas d'angola sobre ela e mandou que elas começassem a ciscar para espalhar a terra e formar os continentes.
Mas só existia a terra, Oduduá soltou então pombos brancos e assim nasceu o céu e formou-se o ar.
De um camaleão dourado surgiu o elemento fogo e, com os caracóis, foi formado o grande mar salgado e os rios.
Esses animais foram então associados aos deuses, cada qual com sua simbologia. As galinhas d'angola se tornaram as Iaôs, sacerdotizas dos rituais, os pombos brancos representavam Oxalá, o orixá-rei, o camaleão, os orixás do fogo e dos elementos da terra - Xangô, Iansã e Ogun e os caracóis, os reis do mar e dos peixes Olokum e Iemanjá.
E assim, depois desse encontro de amor de Oduduá e Obatalá, nasce a vida na Terra - a África, a Mãe de todos os seres, o primeiro reino do mundo onde mais tarde as três princesas reinariam com a missão de perpetuarem esta história da Criação.
(Fonte: Nações e Cultura da Cor)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O CHORO DO IPÊ.
Certo dia um caçador muito mau, resolveu acabar com todas as árvores do planeta.
Quando estava preste a cortar o primeiro ipê, um vento estranho e muito forte se aproximou, e como num passe de mágica, uma fada apareceu.
Quando estava preste a cortar o primeiro ipê, um vento estranho e muito forte se aproximou, e como num passe de mágica, uma fada apareceu.
E castigando-o, pela sua maldade, transformou o infeliz caçador em um pé de "Ipê".
Até hoje, nas florestas, quando a noite se cala, pode se escutar o lamento do caçador que chora com saudades da família.
Até hoje, nas florestas, quando a noite se cala, pode se escutar o lamento do caçador que chora com saudades da família.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
CRENDICES E SUPERSTIÇÕES AFRICANAS.
1. Para preservar do mal olhado, as mães usam figas no bracinho das crianças.
2. Quando nascem dois gêmeos, o que nasce primeiro é feliz, o outro não.
3. Para curar menino gago, deve-se bater com uma colher de pau na cabeça dele, três vezes, três sextas-feiras seguidas.
4. Para espantar maus espíritos e afastar mazelas, banho de arruda macerada.
5. Pé de coelho atrás de portas e janelas para não deixar entrar má-sorte ou mal olhado.
6. Uma virgem ao apontar para o arco-íris terá sete filhos após casar-se.
7. Usar artefatos de búzios traz boa sorte e riqueza.
8. Defumações com cascas de alho e alho seco para proteção contra mazelas, mal-olhados e palavras maldizentes.
9. Pitar cachimbo à meia-noite para espantar assombrações e espíritos do mal.
10. Ir aos funerais de branco é pedir luz e paz para o espírito do que se foi.
11. Nas festas dos orixás usar sempre a cor preferida deles.
12. Matar a cobra e dar um nó é proteção contra os inimigos.
13. Todos em família devem, ao amanhecer, despertar cantando desejando o bem e a felicidade.
14. Fazer oferendas aos Deuses para realização dos desejos.
15. Dançar para os Deuses para adquirir saúde, felicidade e fartura.
16. O pai deve sempre dividir o primeiro pão com todos os presentes à mesa; isso atrai fartura.
17. Para uma colheita farta, amarra-se espigas de milho no tronco do baobá.
18. Com as cinzas de uma fogueira, cobre-se os ninhos no galinheiro para que as aves ponham ovos grandes e saudáveis.
19. Soltar sete pombas brancas durante sete domingos seguidos para trazer casamento ou boa sorte.
20. Para abençoar a nova casa, lavá-la com uma mistura de água limpa, mel, arruda e erva – da – guiné.
21. No sétimo dia após o nascimento, o bebê não pode sair de casa, para não pegar o "mal-de-sete-dias".
22. Guardar o umbigo do bebê que cai, pois, se um rato comê-lo, o bebê vira ladrão.
23. Jogar areia pra cima às seis da tarde faz a areia transformar-se em gotas de chuva para acabar com a seca.
24. Assoviar à noite é chamar a morte.
25. Quebrar uma moringa cheia é falta d’água e comida na certa.
26. Após o ritual de um casamento, os pais dos noivos espalham grãos pela casa deles para que tenham fertilidade e fartura.
27. Dar de frente com um sapo à sua porta, morrerá alguém em sua família.
28. Usar presas de animais em colares protege da morte.
29. Quando se recebe um visitante, dê-lhe de comer e beber. Os deuses se sentem agradecidos.
30. A virgem que comer o último pedaço ou bocado, nunca se casará.
31. Para tirar encosto, usar galhos de arruda nos sapatos e nos bolsos durante a lua minguante.
32. Jogar sal no fogo afasta as pessoas indesejáveis.
33. Deixar cair a colher de pau, depois de mexer o mingau, é desgraça na família.
34. Tomar banho da primeira chuva após a longa seca traz longevidade.
35. A virgem que dormir de bruços em noite de lua cheia ficará estéril.
36. Garras de caranguejo na porta de entrada afasta a inveja.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
DIA DE SÃO VALENTIM.
Era uma vez um imperador que proibiu o casamento, acreditando que assim seu exército ficaria maior e mais poderoso. Só que tinha uma pessoa que ainda acreditava no amor: São Valentim. Ele continuou celebrando casamentos mesmo com a proibição, até que foi condenado à morte.
A história pode até ser triste, mas São Valentim é o grande responsável pela data mais romântica do ano: o Valentine’s Day, ou o dia de São Valentim, comemorado em 14 de fevereiro.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
IEMANJÁ, A RAINHA DO MAR.
Para os iorubás tradicionais e os seguidores de sua religião nas Américas, orixás são deuses que receberam de Olodumare ou Olorum, a incumbência de criar e governar o mundo, ficando cada um deles responsável por alguns aspectos da natureza e certas dimensões da vida em sociedade e da condição humana.Iemanjá, a senhora das grande águas,mãe dos deuses, dos homens e dos peixes, aquela que rege o equilíbrio emocional e a loucura, talvez o orixá mais conhecido no Brasil. É uma das mães primordiais e está presente em muitos mitos que falam da criação do mundo.
No Brasil, ganhou soberania dos mares e dos oceanos, regidos na África por Olocum, orixá esquecido no Brasil. Também no mar é Ajê Xalugá, de culto inexistente no Brasil, mas lembrada em candomblés que cultivam a busca de raízes culturais, antigo orixá regente da conquista da riqueza, da prosperidade material, dos negócios lucrativos.
O culto a Iemanjá na África está associado ao rio Níger e pode ser observado no âmbito da celebração de divindades femininas primordiais, as Iá Mi Oxorongá, literalmente, nossas mães ancestrais, donas de todo conhecimento e senhoras do feitiço, representantes da ancestralidade feminina da humanidade, as nossas maãs feiticeiras, que entre nós são lembradas muito discretamente em ritos aos antepassados celebrados em velhos candomblés.
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes, a "Rainha do Mar" ( no Candomblé ). A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ( na Umbanda ) ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.
Então, o que está esperando?
Faça o seu pedido e coloque no barquinho.
Então, o que está esperando?
Faça o seu pedido e coloque no barquinho.
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Segundo a lenda, Olodumare-Olofim vivia só no Infinito, cercado apenas de fogo, chama e vapores, onde quase nem podia caminhar. Cansado desse seu universo tenebroso, cansado de não ter com quem brigar, decidiu pôr fim àquela situação.Libertou as suas forças e a violência delas fez jorrar uma tormenta de águas. As águas debateram-se com rochas que nasciam e abriram no chão profundas e grandes cavidades. A água encheu as fendas ocas, fazendo-se mares e oceanos, em cujas profundezas Olocum foi habitar.
Do que sobrou da inundação se feza terra. Na superfície do mar, junto à terra, ali tomou seu reino Iemanjá, com suas algas e estrelas-do-mar, peixes, corais, conchas, madrepérolas. Ali nasceu Iemanjá em prata e azul, coroaca pelo arco-íris, mãe dos orixás, denominaram o fogo no fundo da Terra e o entregaram ao poder de Aganju, o mestre dos vulcões, por onde ainda respira o fogo aprisionado.
O fogo se consumia na superfície do mundo eles apagaram e com suas cinzas Orixá Ocô fertilizou os campos, propiciando o nascimento das ervas, frutos, árvores, bosques, florestas, que foram dados aos cuidados de Ossaim.
Nos lugares onde as cinzas foram escassas, nasceram os pântanos e nos pântanos, a peste, que foi doada pela mãe dos oriixás ao filho Omulu. Iemanjá encantou-se com a Terra e a enfeitou com os rios, cascatas e lagoas.
Assim surgiu Oxum, dona das águas doces. Quando tudo estava feito e cada natureza se encontrava na posse de um dos filhos de Iemanjá, Obatalá, respondendo diretamente às ordem de Olorum, criou o ser humano. E do ser humano povoou a Terra.
E os orixás pelos humanos foram celebrados.
Salve Odôyabá! Odó Iyá !
HOJE É O SEU DIA.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
SALVE SÃO SEBASTIÃO - PADROEIRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.
São Sebastião nasceu em Petrória, na Itália ( existem controvérsias sobre o local do nascimento do santo padroeiro) - de acordo com Santo Ambrósio - por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.
Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele.
Certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador se queixou de que tinha confiado nele, esperava dele uma brilhante carreira e ele o havia traído.
Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito a apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana.
No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou. Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado.
Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte.
O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.
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O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.
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São Sebastião é a cidade mais antiga do Litoral Norte do Brasil.
Antes da colonização portuguesa, a região de São Sebastião era ocupada por índios Tupinambás ao norte e Tupiniquins ao sul, sendo a Serra de Boiçucanga - 30 km ao sul de São Sebastião - uma divisa natural das terras das tribos. O município recebeu este nome em homenagem ao santo do dia em que passou, ao largo da Ilha de São Sebastião - hoje Ilhabela -, a expedição de Américo Vespúcio: 20 de janeiro de 1502.
É um santo muito popular e padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio de Janeiro, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas.
Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro.
São Sebastião é o protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra.
São Sebastião é o protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra.
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ORAÇÃO DE SÃO SEBASTIÃO PARA O RIO DE JANEIRO.
São Sebastião, que a vós temos profundo amor e veneração, exaltamos a Deus por ter-Vos levado a tamanho grau de santidade.
Padroeiro dos que sofrem epidemias, pedimo-vos nestes momentos por quais passam o nosso mundo, com promessas de guerras nucleares, vossa intervenção.
São Sebastião, vós que fostes eleito como padroeiro do Rio de janeiro, intercedei junto a Deus pelos seus habitantes para que corrijam os maus costumes, principalmente da moralidade, fazendo-os crescer em virtudes e santidade.
Por Cristo, Nosso Senhor,
Amém !
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"Sebastião, diante de tua imagem, tão maltratada e tão bela,
Padroeiro dos que sofrem epidemias, pedimo-vos nestes momentos por quais passam o nosso mundo, com promessas de guerras nucleares, vossa intervenção.
São Sebastião, vós que fostes eleito como padroeiro do Rio de janeiro, intercedei junto a Deus pelos seus habitantes para que corrijam os maus costumes, principalmente da moralidade, fazendo-os crescer em virtudes e santidade.
Por Cristo, Nosso Senhor,
Amém !
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peço por minha cidade, peço que olhes por ela!"
(MIlton Nascimento/Gilberto Gil)
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
A REGIÃO SERRANA PEDE SOCORRO.
A morte não admite palavra. Ela nos põe para fora da palavra, onde o silêncio mora e aflora. As tragédias sempre nos chocam, nos mobilizam, nos levam a um mergulho nas razões da existência e a questionamentos em relação à existência de Deus (Jean Wyllys).
Não precisa uma tragédia tomar consistência bíblica para que o Estado tome suas providências. Somente hoje, após quatro dias do acontecido, o efetivo do exército sobe a serra para ajudar nas buscas. Finalmente !
A região serrana pede socorro. A população está apreensiva com a possibilidade de novas chuvas e deslizamentos, já que o solo está encharcado . Agora cedo ( 9:34h ), um total de 534 mortes, ainda com inúmeros relatos de soterrados e desaparecidos.
Filas com mais de 50 pessoas nos mercados e postos de gasolina. Muitos comerciantes, numa total falta de respeito ao semelhante, se aproveitando da situação catastrófica, cobrando abusivamente R$6,00 num litro de leite, R$ 15,00 numa caixa de vela, R$100,00 num botijão de gás, R$40,00 por um galão de água. Então eu me pergunto: “Por que se aproveitar de um momento tão doloroso? Certamente irão pagar o preço pela ganância. Notícias de arrastão rondam a cidade de Teresópolis (na Calçada da Fama), o comércio está amedrontado, a maioria com as portas fechadas com medo de saques.
A nossa região está desfigurada. Desta vez, a culpa não foi só das construções irregulares, pobres e ricos foram misturados nessa tragédia, a maior contabilizada até o momento. Em Petrópolis, a situação topográfica não nos deixa muitas opções: ou se mora na serra, ou nos vales.
O que nos falta é uma lei de responsabilidade social, um sistema de alerta para as chuvas que funcione, um programa de educação ambiental.Peço que a voz da imprensa interceda por nós, já que o poder político - tão onipotente no momento das eleições - não cumpre suas promessas de campanha.
Muito medo assombra os lares da região serrana porque as chuvas continuam. Só posso crer que Deus tem uma grande lição para a sociedade.
Siga-me no Twitter: @SilvanaNunes_RJ
Por favor, não esqueçam dos animais, eles também têm a marca de Deus
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