Nos meados do século XIX a cidade do Rio de Janeiro se tornou a maior metrópole africana do hemisfério ocidental. Uma grande comunidade negra que revelou como as identidades étnicas de "Nação", criadas pelo tráfico negreiro, eram capazes de ser recriadas pelos africanos a partir da correlação de forças e conquistas dentro deste próprio quilombo urbano.segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
DOM OBÁ - PRÍNCIPE DO POVO.
Nos meados do século XIX a cidade do Rio de Janeiro se tornou a maior metrópole africana do hemisfério ocidental. Uma grande comunidade negra que revelou como as identidades étnicas de "Nação", criadas pelo tráfico negreiro, eram capazes de ser recriadas pelos africanos a partir da correlação de forças e conquistas dentro deste próprio quilombo urbano.Este era o tempo em que viveu Cândido da Fonseca Galvão, ou melhor, Dom Obá II D'África, um líder popular afro-brasileiro das ruas do Rio, pioneiro do movimento da negritude e da luta pela igualdade racial no Brasil, que atuou no período de transição da escravidão para a Abolição.
Filho de africanos forros, brasileiro de primeira geração, era, ao mesmo tempo, por direito de sangue, príncipe africano, neto, ao que tudo indica, do poderoso Aláàfin Abiodun, o último soberano a manter unido o grande império de Oyó na segunda metade do século XVIII.
Dom Obá (que quer dizer "rei" em iorubá) nasceu na Vila dos Lençóis, no sertão da Bahia, por volta de 1845.
D. Obá se alistou e lutou na Guerra do Paraguai (1865-70), de onde saiu oficial honorário do Exército brasileiro, por bravura. De volta ao país, fixou residência no Rio, onde era tido pela sociedade de bem como um homem meio amalucado, uma figura folclórica e era, ao mesmo tempo, respeitado e reverenciado como um príncipe real por escravos, esfarrapados, libertos e homens livres de cor que viviam nesta África carioca.
Amigo pessoal do Imperador D. Pedro II, assumiu papel histórico importante no processo de Abolição, pois era o elo entre as elites do poder monárquico e a massas populares.
Dom Obá desenvolveu um pensamento alternativo da sociedade e do próprio processo histórico brasileiro. Talvez pelo conteúdo mesmo de suas idéias, talvez por sua linguagem crioula, dosada com alguns toques de iorubá e mesmo latim. Apesar de seu discurso ter parecido opaco, incompreensível para a elite letrada da época, abolicionistas e a camada popular compartilhavam de suas idéias, que brotavam de dentro das quitandas.
O Príncipe Dom Obá, independentemente de sua linhagem monárquica, tinha posições política bem definidas em prol da igualdade e da justiça social. Contrariou as filosofias evolucionistas e etnocêntricas da ciência com relação ao processo de miscigenação brasileira.
O príncipe ensinou ao negro a orgulhar-se de sua cor e, por não acreditar em superioridades, era "amigo dos” brancos “ e de todos aqueles que tinham a sensatez de compreender que o valor não está na cor.
Na verdade, para Dom Obá, não parece existir exatamente uma "questão racial", mas uma questão de cultura, de informação, de desconhecimento. Portanto, o seu desconsolo com esta nova África, onde ainda há quem cultive as tolices do preconceito e da desigualdade.
"Sou conservador para conservar o que for bom e liberal para reprimir o preconceito e a injustiça social", disse Dom Obá, um Cidadão Negro Brasileiro.
(Fonte: Nações e a Cultura da Cor)
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A LENDA DO BESOURO USADO COMO JÓIA VIVA.
O ano passado, uma mulher tentou entrar nos Estados Unidos, originária do México, com um broche vivo, um besouro cravejado de jóias e ouro preso à roupa por uma correntinha. O caso ocorreu no posto fronteiriço de Brownsville, no Texas.A tal mulher afirmou ter comprado o broche no México. Apesar de ela ter feito a declaração correta às autoridades americanas, o inseto acabou confiscado por agentes aduaneiros.
Há séculos os besouros costumam ser usados como adorno em algumas regiões do México. Comenta-se que Jackie Kennedy teria usado um broche vivo quando era primeira-dama do EUA.
Existem algumas lendas que rondam este inseto: no antigo Egito, o escaravelho dourado era um símbolo do deus do Sol. Ele criava o sol nascente, levando-o do horizonte até o seu lugar no céu para que o sol pudesse iluminar o mundo.
Mas a lenda que originou o adorno veio da antiga civilização Maia, que conta a história de uma princesa que se apaixonou por um homem com o qual não poderia casar. Tão inconsolável estava, que chorava dia e noite por causa de seu amor proibido. Um xamã, ouvindo seu choro e descobrindo a sua causa, transformou-a num besouro brilhante, uma jóia viva. O seu amado colocou o broche em seu peito. Assim, ela passou a sua vida perto do coração daquele que ela gostava.
A imagem é de um broche que hoje em dia ainda é muito vendido na América Central: a de um besouro vivo cravejado de pedras. Ele é preso na roupa, na altura do coração, por um alfinete. Dizem que dura em média 3 anos. É vendido com um pedaço de tronco oco - seu habitat - onde retira os nutrientes necessárias para se alimentar.
ISTO É INCRIVEL !
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
A CRIAÇÃO DO MUNDO NUM ENCONTRO DE AMOR ( Lenda Iorubana).
Contam três princesas Iorubás - Ya Calá, Ya Detá, Yá Nassô - que muito antes da Terra surgir, existiam no grande Universo duas grandes dinastias - Ifé (considerada pelos Iorubás "O Berço do Mundo") e Oyó.
Os reis destas dinastias – Odudua em Ifé e Oraniyan em Oyó - foram divinizados por Olorum – o Senhor Supremo de Orum (o Universo) .
Nas duas cidades, a lenda conta que os dois líderes chegaram da morada de Olorum, trazendo uma substância escura e desconhecida, fornecida pelo Senhor Supremo e a jogaram sobre as águas primitivas formando um pequeno monte de terra sobre o qual pousou uma galinha com penas preto-azuladas e cintilantes, com pintas brancas por todo o corpo que, ao ciscar, espalhava um monte de terra para Odudua,; originando Ifé e outro monte para Oraniyan; originando Oyó – reinos do céu onde se tornaram governantes absolutos.
E enquanto Odudua e Oraniyan reinavam, Olurum tomou uma importante decisão – a de criar o mundo. Ordenou, então, a Obatalá, seu filho guerreiro, que rendesse a Bará os tributos devidos e não perdesse tempo e partisse com a missão de criar um mundo onde todos os seres vivessem em perfeito equilíbrio, de acordo com Suas leis.
Olorum entrega a Obatalá o cajado da criação, porém, por causa de sua pressa, parte desprezando o Legbará. Durante o trajeto, parou para beber um pouco de vinho de palmeira e, embriagando-se, adormeceu e perdeu-se do seu destino.
Oduduá, a divina senhora, aproveitando-se da situação, foi ao encontro de Obatalá, que estava num sono profundo, seduziu-o e, apoderando-se de seu mágico cajado, ela começou a transfiguração física da Terra que, no começo, era uma porção de matéria líquida.
Oduduá jogou cinco galinhas d'angola sobre ela e mandou que elas começassem a ciscar para espalhar a terra e formar os continentes.
Mas só existia a terra, Oduduá soltou então pombos brancos e assim nasceu o céu e formou-se o ar.
De um camaleão dourado surgiu o elemento fogo e, com os caracóis, foi formado o grande mar salgado e os rios.
Esses animais foram então associados aos deuses, cada qual com sua simbologia. As galinhas d'angola se tornaram as Iaôs, sacerdotizas dos rituais, os pombos brancos representavam Oxalá, o orixá-rei, o camaleão, os orixás do fogo e dos elementos da terra - Xangô, Iansã e Ogun e os caracóis, os reis do mar e dos peixes Olokum e Iemanjá.
E assim, depois desse encontro de amor de Oduduá e Obatalá, nasce a vida na Terra - a África, a Mãe de todos os seres, o primeiro reino do mundo onde mais tarde as três princesas reinariam com a missão de perpetuarem esta história da Criação.
(Fonte: Nações e Cultura da Cor)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O CHORO DO IPÊ.
Certo dia um caçador muito mau, resolveu acabar com todas as árvores do planeta.
Quando estava preste a cortar o primeiro ipê, um vento estranho e muito forte se aproximou, e como num passe de mágica, uma fada apareceu.
Quando estava preste a cortar o primeiro ipê, um vento estranho e muito forte se aproximou, e como num passe de mágica, uma fada apareceu.
E castigando-o, pela sua maldade, transformou o infeliz caçador em um pé de "Ipê".
Até hoje, nas florestas, quando a noite se cala, pode se escutar o lamento do caçador que chora com saudades da família.
Até hoje, nas florestas, quando a noite se cala, pode se escutar o lamento do caçador que chora com saudades da família.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
CRENDICES E SUPERSTIÇÕES AFRICANAS.
1. Para preservar do mal olhado, as mães usam figas no bracinho das crianças.
2. Quando nascem dois gêmeos, o que nasce primeiro é feliz, o outro não.
3. Para curar menino gago, deve-se bater com uma colher de pau na cabeça dele, três vezes, três sextas-feiras seguidas.
4. Para espantar maus espíritos e afastar mazelas, banho de arruda macerada.
5. Pé de coelho atrás de portas e janelas para não deixar entrar má-sorte ou mal olhado.
6. Uma virgem ao apontar para o arco-íris terá sete filhos após casar-se.
7. Usar artefatos de búzios traz boa sorte e riqueza.
8. Defumações com cascas de alho e alho seco para proteção contra mazelas, mal-olhados e palavras maldizentes.
9. Pitar cachimbo à meia-noite para espantar assombrações e espíritos do mal.
10. Ir aos funerais de branco é pedir luz e paz para o espírito do que se foi.
11. Nas festas dos orixás usar sempre a cor preferida deles.
12. Matar a cobra e dar um nó é proteção contra os inimigos.
13. Todos em família devem, ao amanhecer, despertar cantando desejando o bem e a felicidade.
14. Fazer oferendas aos Deuses para realização dos desejos.
15. Dançar para os Deuses para adquirir saúde, felicidade e fartura.
16. O pai deve sempre dividir o primeiro pão com todos os presentes à mesa; isso atrai fartura.
17. Para uma colheita farta, amarra-se espigas de milho no tronco do baobá.
18. Com as cinzas de uma fogueira, cobre-se os ninhos no galinheiro para que as aves ponham ovos grandes e saudáveis.
19. Soltar sete pombas brancas durante sete domingos seguidos para trazer casamento ou boa sorte.
20. Para abençoar a nova casa, lavá-la com uma mistura de água limpa, mel, arruda e erva – da – guiné.
21. No sétimo dia após o nascimento, o bebê não pode sair de casa, para não pegar o "mal-de-sete-dias".
22. Guardar o umbigo do bebê que cai, pois, se um rato comê-lo, o bebê vira ladrão.
23. Jogar areia pra cima às seis da tarde faz a areia transformar-se em gotas de chuva para acabar com a seca.
24. Assoviar à noite é chamar a morte.
25. Quebrar uma moringa cheia é falta d’água e comida na certa.
26. Após o ritual de um casamento, os pais dos noivos espalham grãos pela casa deles para que tenham fertilidade e fartura.
27. Dar de frente com um sapo à sua porta, morrerá alguém em sua família.
28. Usar presas de animais em colares protege da morte.
29. Quando se recebe um visitante, dê-lhe de comer e beber. Os deuses se sentem agradecidos.
30. A virgem que comer o último pedaço ou bocado, nunca se casará.
31. Para tirar encosto, usar galhos de arruda nos sapatos e nos bolsos durante a lua minguante.
32. Jogar sal no fogo afasta as pessoas indesejáveis.
33. Deixar cair a colher de pau, depois de mexer o mingau, é desgraça na família.
34. Tomar banho da primeira chuva após a longa seca traz longevidade.
35. A virgem que dormir de bruços em noite de lua cheia ficará estéril.
36. Garras de caranguejo na porta de entrada afasta a inveja.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
DIA DE SÃO VALENTIM.
Era uma vez um imperador que proibiu o casamento, acreditando que assim seu exército ficaria maior e mais poderoso. Só que tinha uma pessoa que ainda acreditava no amor: São Valentim. Ele continuou celebrando casamentos mesmo com a proibição, até que foi condenado à morte.
A história pode até ser triste, mas São Valentim é o grande responsável pela data mais romântica do ano: o Valentine’s Day, ou o dia de São Valentim, comemorado em 14 de fevereiro.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
IEMANJÁ, A RAINHA DO MAR.
Para os iorubás tradicionais e os seguidores de sua religião nas Américas, orixás são deuses que receberam de Olodumare ou Olorum, a incumbência de criar e governar o mundo, ficando cada um deles responsável por alguns aspectos da natureza e certas dimensões da vida em sociedade e da condição humana.Iemanjá, a senhora das grande águas,mãe dos deuses, dos homens e dos peixes, aquela que rege o equilíbrio emocional e a loucura, talvez o orixá mais conhecido no Brasil. É uma das mães primordiais e está presente em muitos mitos que falam da criação do mundo.
No Brasil, ganhou soberania dos mares e dos oceanos, regidos na África por Olocum, orixá esquecido no Brasil. Também no mar é Ajê Xalugá, de culto inexistente no Brasil, mas lembrada em candomblés que cultivam a busca de raízes culturais, antigo orixá regente da conquista da riqueza, da prosperidade material, dos negócios lucrativos.
O culto a Iemanjá na África está associado ao rio Níger e pode ser observado no âmbito da celebração de divindades femininas primordiais, as Iá Mi Oxorongá, literalmente, nossas mães ancestrais, donas de todo conhecimento e senhoras do feitiço, representantes da ancestralidade feminina da humanidade, as nossas maãs feiticeiras, que entre nós são lembradas muito discretamente em ritos aos antepassados celebrados em velhos candomblés.
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes, a "Rainha do Mar" ( no Candomblé ). A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ( na Umbanda ) ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.
Então, o que está esperando?
Faça o seu pedido e coloque no barquinho.
Então, o que está esperando?
Faça o seu pedido e coloque no barquinho.
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Segundo a lenda, Olodumare-Olofim vivia só no Infinito, cercado apenas de fogo, chama e vapores, onde quase nem podia caminhar. Cansado desse seu universo tenebroso, cansado de não ter com quem brigar, decidiu pôr fim àquela situação.Libertou as suas forças e a violência delas fez jorrar uma tormenta de águas. As águas debateram-se com rochas que nasciam e abriram no chão profundas e grandes cavidades. A água encheu as fendas ocas, fazendo-se mares e oceanos, em cujas profundezas Olocum foi habitar.
Do que sobrou da inundação se feza terra. Na superfície do mar, junto à terra, ali tomou seu reino Iemanjá, com suas algas e estrelas-do-mar, peixes, corais, conchas, madrepérolas. Ali nasceu Iemanjá em prata e azul, coroaca pelo arco-íris, mãe dos orixás, denominaram o fogo no fundo da Terra e o entregaram ao poder de Aganju, o mestre dos vulcões, por onde ainda respira o fogo aprisionado.
O fogo se consumia na superfície do mundo eles apagaram e com suas cinzas Orixá Ocô fertilizou os campos, propiciando o nascimento das ervas, frutos, árvores, bosques, florestas, que foram dados aos cuidados de Ossaim.
Nos lugares onde as cinzas foram escassas, nasceram os pântanos e nos pântanos, a peste, que foi doada pela mãe dos oriixás ao filho Omulu. Iemanjá encantou-se com a Terra e a enfeitou com os rios, cascatas e lagoas.
Assim surgiu Oxum, dona das águas doces. Quando tudo estava feito e cada natureza se encontrava na posse de um dos filhos de Iemanjá, Obatalá, respondendo diretamente às ordem de Olorum, criou o ser humano. E do ser humano povoou a Terra.
E os orixás pelos humanos foram celebrados.
Salve Odôyabá! Odó Iyá !
HOJE É O SEU DIA.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
SALVE SÃO SEBASTIÃO - PADROEIRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.
São Sebastião nasceu em Petrória, na Itália ( existem controvérsias sobre o local do nascimento do santo padroeiro) - de acordo com Santo Ambrósio - por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.
Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele.
Certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador se queixou de que tinha confiado nele, esperava dele uma brilhante carreira e ele o havia traído.
Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito a apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana.
No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou. Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado.
Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte.
O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.
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O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.
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São Sebastião é a cidade mais antiga do Litoral Norte do Brasil.
Antes da colonização portuguesa, a região de São Sebastião era ocupada por índios Tupinambás ao norte e Tupiniquins ao sul, sendo a Serra de Boiçucanga - 30 km ao sul de São Sebastião - uma divisa natural das terras das tribos. O município recebeu este nome em homenagem ao santo do dia em que passou, ao largo da Ilha de São Sebastião - hoje Ilhabela -, a expedição de Américo Vespúcio: 20 de janeiro de 1502.
É um santo muito popular e padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio de Janeiro, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas.
Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro.
São Sebastião é o protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra.
São Sebastião é o protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra.
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ORAÇÃO DE SÃO SEBASTIÃO PARA O RIO DE JANEIRO.
São Sebastião, que a vós temos profundo amor e veneração, exaltamos a Deus por ter-Vos levado a tamanho grau de santidade.
Padroeiro dos que sofrem epidemias, pedimo-vos nestes momentos por quais passam o nosso mundo, com promessas de guerras nucleares, vossa intervenção.
São Sebastião, vós que fostes eleito como padroeiro do Rio de janeiro, intercedei junto a Deus pelos seus habitantes para que corrijam os maus costumes, principalmente da moralidade, fazendo-os crescer em virtudes e santidade.
Por Cristo, Nosso Senhor,
Amém !
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"Sebastião, diante de tua imagem, tão maltratada e tão bela,
Padroeiro dos que sofrem epidemias, pedimo-vos nestes momentos por quais passam o nosso mundo, com promessas de guerras nucleares, vossa intervenção.
São Sebastião, vós que fostes eleito como padroeiro do Rio de janeiro, intercedei junto a Deus pelos seus habitantes para que corrijam os maus costumes, principalmente da moralidade, fazendo-os crescer em virtudes e santidade.
Por Cristo, Nosso Senhor,
Amém !
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peço por minha cidade, peço que olhes por ela!"
(MIlton Nascimento/Gilberto Gil)
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
A REGIÃO SERRANA PEDE SOCORRO.
A morte não admite palavra. Ela nos põe para fora da palavra, onde o silêncio mora e aflora. As tragédias sempre nos chocam, nos mobilizam, nos levam a um mergulho nas razões da existência e a questionamentos em relação à existência de Deus (Jean Wyllys).
Não precisa uma tragédia tomar consistência bíblica para que o Estado tome suas providências. Somente hoje, após quatro dias do acontecido, o efetivo do exército sobe a serra para ajudar nas buscas. Finalmente !
A região serrana pede socorro. A população está apreensiva com a possibilidade de novas chuvas e deslizamentos, já que o solo está encharcado . Agora cedo ( 9:34h ), um total de 534 mortes, ainda com inúmeros relatos de soterrados e desaparecidos.
Filas com mais de 50 pessoas nos mercados e postos de gasolina. Muitos comerciantes, numa total falta de respeito ao semelhante, se aproveitando da situação catastrófica, cobrando abusivamente R$6,00 num litro de leite, R$ 15,00 numa caixa de vela, R$100,00 num botijão de gás, R$40,00 por um galão de água. Então eu me pergunto: “Por que se aproveitar de um momento tão doloroso? Certamente irão pagar o preço pela ganância. Notícias de arrastão rondam a cidade de Teresópolis (na Calçada da Fama), o comércio está amedrontado, a maioria com as portas fechadas com medo de saques.
A nossa região está desfigurada. Desta vez, a culpa não foi só das construções irregulares, pobres e ricos foram misturados nessa tragédia, a maior contabilizada até o momento. Em Petrópolis, a situação topográfica não nos deixa muitas opções: ou se mora na serra, ou nos vales.
O que nos falta é uma lei de responsabilidade social, um sistema de alerta para as chuvas que funcione, um programa de educação ambiental.Peço que a voz da imprensa interceda por nós, já que o poder político - tão onipotente no momento das eleições - não cumpre suas promessas de campanha.
Muito medo assombra os lares da região serrana porque as chuvas continuam. Só posso crer que Deus tem uma grande lição para a sociedade.
Siga-me no Twitter: @SilvanaNunes_RJ
Por favor, não esqueçam dos animais, eles também têm a marca de Deus
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sábado, 8 de janeiro de 2011
O HOMEM QUE ENGANOU A MORTE.
Diz que era uma vez um homem que tinha tantos filhos que não achava mais quem fosse seu compadre. É difícil encontrar quem queira ser compadre de um pobre.E nascendo mais um filhinho, saiu para procurar quem o apadrinhasse e, depois de muito andar, cansado, encontrou a Morte pelo caminho, a quem convidou.
A Morte aceitou de pronto, pois nunca havia recebido um convite desses, as pessoas sempre fugiam dela.
Quando acabou o batizado voltaram para casa e a madrinha compadecida da sorte de seu compadre, fez-lhe um convite:
- Compadre ! Quero fazer um presente ao meu afilhado e penso que é melhor enriquecer o pai. A partir de hoje, você será um médico e nunca errará o diagnóstico!
E continuando:
- Quando for visitar um doente me verá sempre. Se eu estiver na cabeceira do enfermo, receite até água pura e ele ficará bom. Agora, se eu estiver nos pés, não faça nada porque é um caso perdido.
O homem confiante nas palavras da Morte, assim o fez. Colocou uma placa de médico na porta de sua casa e ficou esperando a primeira visita.
A coisa era tão certeira que o homem foi enricando, pois não errava um diagnóstico. A sua fama já estava chegando às cidades vizinhas.
Era só entrar no quarto do vizinho para dizer:
- Esse escapa !
Ou então:
- Não tem jeito. Podem encomendar o caixão, vai bater as botas !
Não errava uma.
Vai que um dia adoeceu o filho do rei e este mandou buscar o tal médico, oferecendo imensa riqueza pela vida do príncipe. O homem ao entrar no quarto, deparou-se com a Morte sentada nos pés da cama. Como não queria perder a fama e nem a grana oferecida pelo rei, resolveu tapear a comadre, ficando lá o dia inteiro sem pronunciar qualquer diagnóstico.
A Morte, que trabalhara a noite toda, de tão cansada que estava, acabou cochilando sentada na cadeira.
Foi quando o médico, mais que depressa, num golpe certeiro, mandou que os serviçais o ajudassem virar a cama, de modo a colocar a morte na cabeceira da cama do doente.
E num grito só ele disse:
- Vai se salvar !
A Morte tomou um susto com aquele grito e, muito contrariada por ter sido tapeada, foi-se embora resmungando...
-Você me paga, compadre.
No dia seguinte cedinho, o médico tomava o seu café da manhã quando foi surpreendido por uma batida na porta. Era a Morte convidando o compadre a fazer-lhe uma visitinha.
- Eu vou - disse o médico - se você jurar que voltarei!
- Prometo - disse a comadre.
Então levou o homem como num relâmpago até a sua casa.
Tratou-o muito bem e mostrou toda a casa. Mas o médico ficou meio encafifado com um salão cheio, mais cheio de velas acesas, de todos os tamanhos, algumas já apagando, outras vivas, outras esmorecendo. Não contendo a curiosidade, perguntou o que era aquilo.
- É a vida do homem- respondeu a Morte. cada criatura do universo tem uma vela acesa. Quando a vela se acaba, ele bate as botas.
O tal homem foi perguntando pela vida dos amigos, dos vizinhos, conhecidos e vendo quanto tempos lhes restava. Até que a curiosidade o fez perguntar pela sua vida. A comadre, então, mostrou um cotoquinho de vela quase no fim.
- Virgem Maria ! Essa é a minha ? Então eu estou morrendo ?
A Morte disse:
- Está com as horas contadas e foi por isso que lhe trouxe aqui, mas você me fez jurar que voltaria e vou cumprir a minha promessa e levá-lo de volta para que possa morrer em casa.
O médico quando deu acordo de si, já estava em casa deitado na cama meio moribundo e rodeado pela família.
Como último desejo pediu a comadre para que rezasse um Padre-Nosso.
- Não me leves antes, jure ?
- Juro - prometeu a Morte.
O homem começou a rezar...
- Padre-Nosso que estás no céu... E calou-se.
A Morte então disse:
- Anda compadre, eu tenho muito que fazer, meu dia está tomado, você está demorando muito.
- Nem pense nisso, comadre! Pensa que vai me levar assim, a minha reza vai durar anos.
E pulou da cama todo serelepe.
A Morte ficou indignada por ter sido enganada duas vezes pelo compadre, e disse:
- Tudo bem, mas eu te pego na esquina.
Anos e anos se passaram, o médico velhinho e engelhado, vinha de uma visita quando deparou com um homem morto na beirada da estrada.
- Deve ser triste morrer assim, sozinho, sem ninguém - lamentou o médico.
Tirou o chapéu de pôs-se a rezar um Padre-Nosso para o coitado. Quando pronuncoiu a palavra Amém, o morto abriu os olhos. Era a comadre morte fazendo-se de morta.
- Pensou que iria enganar-me durante o resto da vida ? Hoje você não me escapa !
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
FELIZ NATAL !
Neste Natal resolvi fazer uma homenagem diferente.
Coloquei em minha árvore somente os presentes que ganhei, e felizmente,
não couberam, de tantos e tantos que adquiri durante estes anos.
Porque vocês, meus amigos, foram
os presentes que recebi de Deus.
Presentes que se fizeram presentes no decorrer
deste ano, de outros e mais outros, de hoje e de ontem e
que com certeza amanhã continuarão a me dar muitas alegrias...
Vocês são presentes de coração....
Aqueles que não compramos, pois não há preço
nem dinheiro nenhum no mundo para pagar...
São presentes que colhemos na árvore da vida, são
frutos da amizade e de muita luz em nossos momentos...
algumas vezes nebulosos pelas adversidades da vida...
Mas quando do nada, vocês aparecem, nos fortificam
e nos irradiam tanto amor, independente da distância
física, sempre próximos em permanente sintonia.
Meus amigos,
quero agradecer em prece, por vocês existirem.
Que a alegria, o amor, a fraternidade, o perdão,
a compreensão... continuem nos unindo.
Que Deus, em sua infinita sabedoria, continue
orientando-nos e mantendo acesa a luz da Amizade,
do Amor e da Paz entre todos nós.
Coloquei em minha árvore somente os presentes que ganhei, e felizmente,
não couberam, de tantos e tantos que adquiri durante estes anos.
Porque vocês, meus amigos, foram
os presentes que recebi de Deus.
Presentes que se fizeram presentes no decorrer
deste ano, de outros e mais outros, de hoje e de ontem e
que com certeza amanhã continuarão a me dar muitas alegrias...
Vocês são presentes de coração....
Aqueles que não compramos, pois não há preço
nem dinheiro nenhum no mundo para pagar...
São presentes que colhemos na árvore da vida, são
frutos da amizade e de muita luz em nossos momentos...
algumas vezes nebulosos pelas adversidades da vida...
Mas quando do nada, vocês aparecem, nos fortificam
e nos irradiam tanto amor, independente da distância
física, sempre próximos em permanente sintonia.
Meus amigos,
quero agradecer em prece, por vocês existirem.
Que a alegria, o amor, a fraternidade, o perdão,
a compreensão... continuem nos unindo.
Que Deus, em sua infinita sabedoria, continue
orientando-nos e mantendo acesa a luz da Amizade,
do Amor e da Paz entre todos nós.
Neste Natal, desejo que o "Amor, a PAZ e a HARMONIA" encontre morada em seu coração.
E que a nossa arma seja o amor em todas as suas formas, e nosso destino seja a FELICIDADE"
E que a nossa arma seja o amor em todas as suas formas, e nosso destino seja a FELICIDADE"
Ho. ho. ho. ho !
domingo, 19 de dezembro de 2010
A VERDADEIRA HISTÓRIA DE PAPAI NOEL.
Poucas datas comemorativas possuem simbologia tão rica quanto o Natal. Da árvore ao peru da ceia, tudo faz parte de tradições históricas. O resultado é uma festa que envolve não apenas a liturgia cristã, mas a soma de diversas crenças populares. A figura de papai Noel reflete bem essa mistura. Em alguns casos, é difícil traçar a origem dos costumes, que podem ter várias explicações.
O Papai Noel nem sempre foi como realmente o conhecemos. No início da história do Natal cristão, um tal de Nicolau distribuía presentes durante as festividades natalinas. Ele vivia num local chamado Myra, hoje Turquia, há aproximadamente 300 AC. Nicolau tornou-se famoso por sua paixão pelas crianças.
Após a morte de seus pais, Nicolau tornou-se padre. São Nicolau colocava sacos de ouro e os arremessava nas chaminés das casas.
Os presentes de Natal jogados chaminés abaixo, caiam nas meias que ficavam esticadas nas lareiras para secar, daí a tradição natalina de se pendurar meias junto à lareira.
Anos mais tarde, São Nicolau tornou-se bispo e, por esse motivo, passou a vestir roupas e chapéus vermelhos, deixando a sua barba crescer.
Depois da sua morte, a igreja nomeou-o santo ( diziam as pessoas que o bom velhinho operava milagres) e, com o início das celebrações natalinas, o velhinho de barba branca e de roupas vermelhas passou a fazer parte das festividades de fim de ano.
Após a morte de seus pais, Nicolau tornou-se padre. São Nicolau colocava sacos de ouro e os arremessava nas chaminés das casas.
Os presentes de Natal jogados chaminés abaixo, caiam nas meias que ficavam esticadas nas lareiras para secar, daí a tradição natalina de se pendurar meias junto à lareira.
Anos mais tarde, São Nicolau tornou-se bispo e, por esse motivo, passou a vestir roupas e chapéus vermelhos, deixando a sua barba crescer.Depois da sua morte, a igreja nomeou-o santo ( diziam as pessoas que o bom velhinho operava milagres) e, com o início das celebrações natalinas, o velhinho de barba branca e de roupas vermelhas passou a fazer parte das festividades de fim de ano.
Com o tempo, Nicolau passou por uma verdadeira metamorfose:
Já Clement C. Moore em seu livro "Uma visita de São Nicolau" em 1823, descrevia São Nicolau como "um elfo gordo e alegre".Quarenta anos mais tarde, Thomas Nast, um cartunista político, criou uma imagem diferente de Papai Noel, que era modificado ano a ano para a capa da revista "Harper's Weekly".
Mas foi entre 1931 e 1964 que Haddon Sundblom inventava uma nova imagem de Papai Noel para a propaganda da Coca-Cola, veiculadas para todo mundo na parte de traz da revista "National Geografic".
É esta a imagem do Papai Noel que conhecemos hoje.
Bem, pelo menos FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER...
Ho, ho, ho, ho !
...............................................
A minha amiga Betty Mello ( http://www.canto-do-conto.blogspot.com), que também conhece um pouco da história de São Nicolau, me contou que
no mundo "Waldorf"ele é muito curtido e valorizado, como padrão moral para os pequenos.
Nicolau é para os germânicos uma "força" espiritual,uma lembrança de atos de generosidade e compaixão.Ele vem anualmente no dia do seu aniversário (06/12)à Terra trazer às crianças alimentos especiais - pão de mel, nozes, maçãs e trigo - alimentos para o corpo físico e para a alma.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A ORIGEM DA ÁRVORE DE NATAL.
A "Árvore de Natal", conhecida em algumas regiões da Europa como a "Árvore de Cristo", desempenha papel importante na data comemorativa na época do Natal.
Os relatos mais antigos que se conhecem sobre o surgimento da árvore de natal datam de meados do século XVII e são provenientes da Alsácia, província francesa.
Descrições de florescimentos de árvores no dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia do Natal, única árvore que na neve permanece verde.
A "Árvore de Natal" é um símbolo natalino que representa um agradecimento pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
O costume de preparar este belo complemento do presépio foi passando de vizinhança em vizinhança, alcançando hoje até países onde a neve é um fenômeno desconhecido.
Uma outra versão nos conta que a origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.
O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.
(Fonte: Natal no Mundo)
Os relatos mais antigos que se conhecem sobre o surgimento da árvore de natal datam de meados do século XVII e são provenientes da Alsácia, província francesa.
Descrições de florescimentos de árvores no dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia do Natal, única árvore que na neve permanece verde.
A "Árvore de Natal" é um símbolo natalino que representa um agradecimento pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
O costume de preparar este belo complemento do presépio foi passando de vizinhança em vizinhança, alcançando hoje até países onde a neve é um fenômeno desconhecido.
Uma outra versão nos conta que a origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.
O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.
(Fonte: Natal no Mundo)
sábado, 4 de dezembro de 2010
OIÁ - IANSÃ.
Oiá ou Iansã dirige o vento, as tempestades e a sensualidade feminina.
É a senhora do raio e soberana dos espíritos dos mortos, que encaminha para o outro mundo.
Correspondência com os santos católicos: Santa Bárbara.
É a senhora do raio e soberana dos espíritos dos mortos, que encaminha para o outro mundo.
Correspondência com os santos católicos: Santa Bárbara.
Um rei tinha uma filha chamada Ala. Ele queria casá-la com um príncipe poderoso. No entanto, a princesa já tinha um amante e do amante ela esperava um filho. Sabedor do fato, o rei resolveu matá-la. Numa barca, levou a princesa até o meio do rio, do rio onde vivia Oxum. Jogou a princesa no meio do rio, a casa de Oxum. O rei tinha um papagaio que o acompanhava sempre. O papagaio tudo presenciou.
Tempos depois, alguns pescadores viram uma caixa boiando no rio. Foram ver de perto e dentro tinha uma criança Assustaram-se com o que viram. Temerosos, abandonaram o seu achado na margem do rio. Pelo mesmo lugar passou outra embarcação e seus ocupantes foram atraídos pelo choro da criança. Os viajantes acabaram recolhendo a criança e a levaram a presença do rei.
O rei ficou feliz com o presente e resolveu apresentar a criança ao povo como sendo filha sua. Ele sentia falta da filha que afogara, sentia-se sozinho.
deu uma festa para apresentar a nova filha que adotara. Quando todos estavam reunidos o papagaio contou-lhes acerca de todo o sucedido. Disse que a menina havia nascido na casa de Oxum. Portanto, deveriam devolvê-la ao rio. O rei então se deu conta de que a menina era sua neta e devolveu-a ao rio onde nascera.
A criança cresceu protegida por Oxum.
Essa menina era Oiá.
..............................
Oiá desejava ter filhos, mas não podia conceber.
Oiá foi consultar um babalaô e ele mandou que ela fizesse um ebó.
Ela deveria oferecer um carneiro, um agutã, muitos búzios e muitas roupas coloridas.
Oiá fez o sacrifício e teve nove filhos.
Quando ela passava, indo em direção ao mercado, o povo dizia:
"Lá vai Iansã".
Lá ia Iansã, que quer dizer mãe nove vezes.
E lá ia ela orgulhosa ao mercado vender azeite-de-dendê.
Em sinal de respeito, por ter seu pedido atendido,
Iansã, a mãe de nove filhos, nunca mais comeu carneiro.
(Prandi, Reginaldo. In Mitologia dos Orixás)
O rei ficou feliz com o presente e resolveu apresentar a criança ao povo como sendo filha sua. Ele sentia falta da filha que afogara, sentia-se sozinho.
deu uma festa para apresentar a nova filha que adotara. Quando todos estavam reunidos o papagaio contou-lhes acerca de todo o sucedido. Disse que a menina havia nascido na casa de Oxum. Portanto, deveriam devolvê-la ao rio. O rei então se deu conta de que a menina era sua neta e devolveu-a ao rio onde nascera.
A criança cresceu protegida por Oxum.
Essa menina era Oiá.
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Oiá desejava ter filhos, mas não podia conceber.Oiá foi consultar um babalaô e ele mandou que ela fizesse um ebó.
Ela deveria oferecer um carneiro, um agutã, muitos búzios e muitas roupas coloridas.
Oiá fez o sacrifício e teve nove filhos.
Quando ela passava, indo em direção ao mercado, o povo dizia:
"Lá vai Iansã".
Lá ia Iansã, que quer dizer mãe nove vezes.
E lá ia ela orgulhosa ao mercado vender azeite-de-dendê.
Em sinal de respeito, por ter seu pedido atendido,
Iansã, a mãe de nove filhos, nunca mais comeu carneiro.
(Prandi, Reginaldo. In Mitologia dos Orixás)
Desconheço a autoria das fotos publicadas acima.
Eparrei-Oiá!
Eparrei-Oiá!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A NOIVA DE SANTA RITA.
Eu ouvi dizer, que lá pelas bandas de Paraty (cidade do Rio de Janeiro), alguns anos após o término da construção da igreja de Santa Rita de Cássia, foi programado um casamento com uma tremenda festança.Na manhã da data marcada, aconteceu um fato inusitado: a moça foi encontrada vestida de noiva e mortinha da silva . Bem, o que seria uma data festiva, acabou por ter um triste e doloroso desfecho.
Após o enterro, o noivo inconformado e desesperado, quase chegando à loucura e contrariando a todos, resolveu ficar de plantão em frente à igreja, sem arredar o pé. As horas foram passando, passando ...
Foi quando lá pelas tantas, o portão do cemitério se abriu e dentro dele uma mulher vestida de noiva saiu e se dirigiu para um pequeno bebedouro que havia ali em frente.
O rapaz, mesmo não acreditando naquela visão surreal, resolveu ir em direção a tal noiva, que naquele instante debruçava para beber água. Foi quando a aparição virou-se para o noivo e disse antes de desaparecer, que motivo de sua morte teria sido a sede.
Não podia ser diferente, o moço saiu aos gritos em disparada pela cidade, enlouquecido e contando para todos, implorando que a sepultura de sua amada fosse aberta, pois era ela a tal noiva vagante.Qual surpresa de todos, que na manhã seguinte o tal túmulo foi aberto e constatado que o corpo da menina estava de bruços.
O pessoal conta que até hoje o tal espírito vaga durante a madrugada, da igreja para o cemitério, como se estivesse inconformada com a sua sina.
Cuidado! Se você um dia encontrar a tal mulher vestida de noiva, corra.
Pois ela ainda quer se casar.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
SENTENÇA DE 1487 - TRANCOSO, PORTUGAL.
Sentença de 1487 - Trancoso, Portugal
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
A Torre do Tombo situa-se em Lisboa.
Fonte: II Encontro de Genealogia do Rio de Janeiro - CBG - Colégio Brasileiro de Genealogia - 27/11/2010.
Fonte: II Encontro de Genealogia do Rio de Janeiro - CBG - Colégio Brasileiro de Genealogia - 27/11/2010.
domingo, 28 de novembro de 2010
A LENDA DA ERVA-MATE.
Uma tribo de índios Guarany derrubava um pedaço de mata, plantava a mandioca e o milho, mas depois de quatro ou cinco anos, a terra não produzia, e por força das circustâncias, a tribo acabava tendo que emigrar para outro lugar. Cansado de tais andanças, um velho índio, já muito velho, recusou seguir adiante e preferiu aquetar-se na tapera.
A mais jovem de suas filhas, a bela Jary ficou entre dois corações: seguir adiante, com os moços de sua tribo, ou ficar na solidão, prestando arrimo ao ancião até que a morte o levasse para a paz do Yvi-Marai.
Apesar dos rogos dos moços, Jary terminou permanecendo junto ao pai.
Essa atitude de amor mereceu uma recompensa.
Um dia chegou por aquelas paragens, um pajé desconhecido e perguntou à Jary o que ela queria para sentir-se feliz. A moça nada mencionou, mas o velho pai pediu: quis ter suas forças renovadas para poder seguir adiante e levar Jary ao encontro da tribo que tinha partido.
Entregou-lhe o pajé uma planta muito verde, perfumada de bondade, e ensinou que ele plantasse, colhesse as folhas, secasse ao fogo, triturasse, botasse os pedacinhos num porongo, acrescenta-se água quente ou fria e sorvesse essa infusão. E disse:
- Terás nessa nova bebida uma nova companhia saudável mesmo nas horas tristonhas da mais cruel solidão.
Dada a receita partiu.
Foi assim que nasceu e cresceu a caá-mini. Dela resultou a bebida caá-y que os brancos mais tarde adotaram o nome de erva-mate, muito utilizada pelos gaúchos no chimarrão.
Sorvendo a verde seiva o ancião retemperou-se, ganhou força e pode empreender a longa viajada até o reencontro com seus.
E a tribo toda adotou o costume de beber da verde erva, amarguentinha e gostosa que dava força e coragem e confortava amizade mesmo nas horas tristonhas da mais total solidão.
....................
O VERDADEIRO MATE GAÚCHO
Antes de tudo, limpe a cuia e a bomba com água fervente. Deixe secar.
Encha a cuia com cerca de 2/3 da erva-mate. Utilize a própria bomba de chimarrão para ajeitar a erva para um lado, inclinando a cuia.
Faça uma proteção com uma de suas mãos abertas para que a erva não caia fora da cuia
Deixe acumular o maior volume de erva do lado desejado, de preferência à esquerda, deixando o espaço da direita vazio ( da borda ao fundo).
Continue protegendo o maior volume de erva com a mão, despeje (devagar) um pouco de água morna ou fria, no espaço entre a erva-mate e a lateral da cuia.
Não use água muito quente para não queimar a erva e deixá-la amarga.
Depois de colocar a água, continue apoiando bem a erva e incline a cuia na horizontal, até que a água chegue na borda do volume da erva. Com isso, a erva-mate grudará na parede da cuia. Deixe a cuia encostada por cerca de 2 minutos até que a erva inche.
Introduza a bomba ao fundo, tamapando o bico. Depois, absorva a água que restou e cuspa fora.
Com a cuia no suporte, despeje (devagar) a água quente e comece a beber.
sábado, 27 de novembro de 2010
O GRITADOR.
Contam que ele é a alma de um vaqueiro que, desrespeitando a sexta-feira da Paixão, saiu a campear e nunca mais voltou.
Sumiu misteriosamente com o cavalo, o cachorro e a rês que campeava. Virou assombração.
Hoje vive gritando no mato, aboiando uma boiada invisível, pois ele não se conforma em ter morrido antes da hora. Embora os seus gritos sejam mais ouvidos durante a noite, o Gritador não tem hora para gritar.
Dizem que até ao meio-dia ele clama no meio do mato, assombrando os vivos, assustando os bichos. Nas noites de sexta-feira, além do seu grito triste, são ouvidos também, o rumor dos cascos do seu cavalo e o ladrar do seu cachorro.
Tenebroso e assustador!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
BAIANA - UM SÍMBOLO DA ANCESTRALIDADE E DA CULTURA
No dia 25 de novembro, o Pelourinho fica mais bonito, quando cerca de 400 baianas de acarajé, com seus trajes típicos, esbanjando simpatia e carisma, são as personagens principais das festividades em homenagem ao dia do símbolo tanto cantado por Caymmi e retratado por Jorge Amado e Caribé. A data é comemorada intensamente por estas mulheres que são o símbolo mais forte da cultura popular baiana, um verdadeiro “cartão-postal” da Bahia. O dia da baiana abre o calendário oficial de festas da cidade. A data, comemorada há 13 anos, movimenta o Centro Histórico com missa na Igreja de N. S. do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, além de manifestações culturais no Memorial das Baianas. O ponto alto da festa é a missa realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos .
Depois da missa, tradicionalmente as baianas seguem em cortejo para o Memorial das Baianas, localizado no Belvedere da Praça da Sé e caem no samba de roda para comemorar com muita alegria a homenagem. Não é a toa que a baiana exerce tanto fascínio sobre os turistas e os baianos. O jeito meigo e a hospitalidade que lhes são peculiares cativam qualquer um, sem falar na sua indumentária, rica em detalhes e adereços, que foi imortalizada na figura da baiana estilizada com a internacional Carmem Miranda. Baiana de verdade tem quem ter torço, bata, pano de costa, saia rodada, anágua, sandália e os adereços que incluem as contas do orixá.
As africanas vendedoras de comida foram as primeiras baianas que Salvador conheceu ainda na época da colônia. Alforriadas ou escravas de ganho, elas vendiam de porta em porta, beijus, cuzcuz, bolinhos e outras iguarias da culinária afro-baiana. Saiam impecavelmente vestidas com batas, saias brancas, torso e pano da costa, enfeitadas de colares, brincos e pulseiras (os balandangãs) e colocavam os tabuleiros equilibrados na cabeça. Até a comida mais famosa de Salvador, o acarajé, era vendida de porta em porta.
Na sua origem, o acarajé só podia ser vendido exclusivamente pelas filhas de santo de Iansã (Santa Bárbara no sincretismo entre o Catolicismo e o Candomblé), em cumprimento à obrigação do seu Orixá, que determinava inclusive o tempo em que essa obrigação deveria ser mantida. O preparo dos bolinhos – uma massa de feijão fradinho, cebola e sal frita no azeite de dendê - era feito dentro do próprio terreiro de Candomblé, de onde a baiana saía com todos os preceitos que a situação exigia, ostentando um colar de contas vermelhas para simbolizar que era filha de Iansã.
Há mais ou menos 50 anos, vender acarajé tornou-se um meio de vida para a população afro-descendente de Salvador, ligada ou não ao Candomblé.
(Fonte: Nações e Cultura da cor)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A FORMAÇÃO DE UM LEITOR.
Espero que gostem.
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Lembro-me de minha avó materna, uma analfabeta que lavava roupas para sobreviver e criar doze filhos; que ao deitar, contava-me a história dos espíritos esquecidos presos numa velha sacola de couro planejando uma vingança mortal àquele que, por egoísmo, manteve-os presos por tanto tempo. Com medo dessa tal vingança, passei a vida repassando as histórias que ouvia: primeiro para meus colegas de classe; mais tarde para meus filhos e hoje continuo recontando para alunos, vizinhos, amigos da internet e quem de mim se aproximar.
Tornei-me uma devoradora de livros, passaria o dia citando autores, livros e artigos de minha preferência, porque desde pequena fui enredada pelas tramas das histórias, cantigas de roda e cordéis, por esse mundo sem fronteiras onde eu também pudesse fazer uma blusa amarela com três metros de entardecer e, sobretudo, com a possibilidade de um dia vir a resgatar uma parte desse material oral que ainda circula, principalmente lá pelo norte e nordeste, onde o mito sebástico que tanto me encanta foi muito presente por ocasião da colonização.
Até bem pouco tempo, numa crise existencial, não conseguia compreender a minha função aqui neste plano, até que num belo dia, sentada numa cadeira, um ‘Estalo de Vieira’ iluminou a minha mente e me apercebi contadora de histórias. Hoje, professora de Português e Literaturas, fico triste só de pensar que aquilo que foi um alimento para mim durante os anos em que crescia, não é praxe em muitos lares no mundo contemporâneo.
Toda essa modernidade trouxe lá seus benefícios, mas deixou as pessoas muito embrutecidas e essa ausência de sensibilidade embota os sentidos. A educação pela arte mexe com essa oportunidade de vir a exercer esse domínio máximo das faculdades intelectuais ao buscar esse olhar diferenciado para formalizar a palavra, o traço, a cor, o som.
Até bem pouco tempo, numa crise existencial, não conseguia compreender a minha função aqui neste plano, até que num belo dia, sentada numa cadeira, um ‘Estalo de Vieira’ iluminou a minha mente e me apercebi contadora de histórias. Hoje, professora de Português e Literaturas, fico triste só de pensar que aquilo que foi um alimento para mim durante os anos em que crescia, não é praxe em muitos lares no mundo contemporâneo.
Toda essa modernidade trouxe lá seus benefícios, mas deixou as pessoas muito embrutecidas e essa ausência de sensibilidade embota os sentidos. A educação pela arte mexe com essa oportunidade de vir a exercer esse domínio máximo das faculdades intelectuais ao buscar esse olhar diferenciado para formalizar a palavra, o traço, a cor, o som.
Precisamos depurar os nossos sentidos – isso é urgente se queremos um mundo mais justo e com menos violência. E essa depuração vem através desse objeto lírico tão maravilhoso que é a história. Como professora e sonhadora sinto-me na contramão do mundo porque quero resgatar esse algo que existe dentro de nós, que é essa humanidade que ficou perdida em meio a essa aldeia global, essa sociedade insensível e fragmentada; essa mesma sociedade que nos tirou a possibilidade de criar, pois com toda facilidade, ficamos frente a tudo pronto, sem poder agir. Isso nos deixa um enorme vazio, não cria um significado entre nós e o objeto.
Acredito num mundo melhor através do exercício da leitura, da reflexão. Pois o maior bem que podemos deixar para os nossos filhos é o afeto e uma boa educação: com amor, toda criança será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros e será afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.Gostaria de terminar esta reflexão que trago para vocês no dia de hoje relembrando a nossa poetisa Cecília Meireles, literatura é nutrição, é algo muito mais profundo do que um simples entretenimento, pois o alimento faz parte da nossa história biológica e o alimento quando é de qualidade vai dando ao aluno uma visão de mundo diferenciada para toda vida, tornando um adulto mais equilibrado e mais preparado para se relacionar com o mundo.
Acredito num mundo melhor através do exercício da leitura, da reflexão. Pois o maior bem que podemos deixar para os nossos filhos é o afeto e uma boa educação: com amor, toda criança será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros e será afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.Gostaria de terminar esta reflexão que trago para vocês no dia de hoje relembrando a nossa poetisa Cecília Meireles, literatura é nutrição, é algo muito mais profundo do que um simples entretenimento, pois o alimento faz parte da nossa história biológica e o alimento quando é de qualidade vai dando ao aluno uma visão de mundo diferenciada para toda vida, tornando um adulto mais equilibrado e mais preparado para se relacionar com o mundo.
Saudações Educacionais !
Silvana G.Nunes
( professora, pesquisadora, contadora de histórias e brincante).
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