quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O MAPINGUARI.


O Mapinguari é um ser do mundo das fadas da selva Amazônica. Uma espécie de “monstro” lendário que muito se aproxima a um grande macaco de longa pelagem castanha escura. Sua pele assemelha-se ao couro do jacaré, com garras e uma armadura feita do casco da tartaruga.
Seus pés têm formato de pilão e com uma boca tão grande que em vez de terminar no queixo estende-se até a barriga. É quadrúpede, mas, quando em pé, alcança facilmente dois metros de altura.

O Mapinguari também é conhecido pelos nomes de pé de garrafa, mão de pilão e juma. A lenda sobre a “besta malcheirosa” é uma das mais difundidas pelos indígenas.

A simples menção ao nome do Mapinguari é suficiente para dar calafrios na espinha da maioria daqueles que habitam a floresta.


Alguns acreditam na origem do monstro num velho pajé amaldiçoado e condenado a viver para sempre vagando pelas selvas e nessa forma aterrorizante. Outros, ainda, justificam sua origem em índios com idade avançada e que foram desprezados por suas tribos.

Sua presença na floresta é marcada por gritos e um rastro de destruição.

Os relatos são semelhantes e afirmam que ao depararem com o tal Mapinguari o mesmo assume postura bípede e ameaçadora, exibindo suas robustas garras. Nos relatos de alguns índios a confirmação da eliminação de um fedor que dizem originar-se na barriga.

Ao andar pelas selvas, emite um grito semelhante ao dado pelos caçadores. Se um deles se encontra perto, pensando que é outro caçador e vai ao seu encontro, acaba perdendo a vida:

O Mapinguari, segundo informações jornalísticas, teria devorado vários indígenas no estado do Acre nos anos 80. Segundo alguns cronistas, o Mapinguari se alimenta apenas da cabeça das pessoas. Segundo outros, devora-as por inteiro, arrancando-lhes grandes pedaços de carne, mastigando-as como se masca fumo.

Contam também histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores, porém o Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores felizardos que conseguem sobreviver muitas vezes lamentam a sorte: ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de suas vidas.

Se pretenderes ir ao interior para conhecer as belezas da floresta amazônica, vai, mas com muito cuidado.
Pois, além das belezas podes dar de frente com uma de suas assombrações  como o Mapinguari.

15 comentários:

Gislene disse...

OI, PROFESSORA SILVANA!
QUE HISTÓRIA, HEIN!!
DEU ATÉ UM MEDINHO EM MIM...
E PARABÉNS PELO BLOG!
CONTINUE COM ESTE BELO TRABALHO, DE DIVULGAÇÃO DAS "ESTÓRIAS" DESTE BELO BRASIL...
AH!, O SACI É DEMAIS!
ADOREI A POSTAGEM...
BEIJOS DA SUA AMIGA,
GISLENE.

joão disse...

um frio na barriga

ZildaeAntonio disse...

Oi, Silvana
Acho fascinante as suas lendas que além de tudo nos enriquecem e dão uma cultura muito interessante no tema.
Muito obrigada!
Um abraço e tudo de bom!

Always or Never? disse...

Poxa que legal essa história, nunca ouvi falar dessa lenda mas achei ela legal e um pouco assustadora, parabéns pelo blog...

danielrodrialmeilei.blogspot.com

X-TUDO disse...

Hum Muito Legal Eu Amo Historia ainda mas lenda tem coisa mais legal que isso historia que faz vc imaginar o monstro kkk muito bom

xoogle disse...

Putz... vou cancelar minha viagem à Amazônia! Fiquei com medo desse Mapinguari.

Ha!

Bjo.

Ivan.

António Ramos disse...

Olá Silvana.
Pouco percebo de animais exóticos, mas depois de ler este teu texto, estou certo que vou começar a aumentar a minha cultura geral, parabéns amiga, bjs deste amigo de Portugal.

manuel marques disse...

Segundo um Provérbio aí da sua terra, "A assombração sabe pra quem aparece."

Beijo.

alegria de viver disse...

Olá querida
Coitado do mapinguari lenda cheia de medos.
Com muito carinho BJS.

Suely disse...

Oi amada tudo bom ?sou nortista e ouvi muito dessas histórias na minha infância,sabe que as vezes da saudades de ouvi-las novamente ? Agora já tenho onde matar a saudades kkkk .Fica na paz.Beijos na alma

JÓIAS RARAS

Narra antiga lenda que um rabi, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos.

Certa vez, por imperativos da religião, o rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.

No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.

A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.

Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?

Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.

Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.

Alguns dias depois, num final de tarde, o rabi retornou ao lar.

Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...

Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.

Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.

A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.

O marido, já um pouco preocupado perguntou: o que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.

- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!

- O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?

- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!... Por que isso agora?

- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!

- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.

- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!

E o rabi respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo!

- Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.

- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito.

- As jóias preciosas eram nossos filhos.

- Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram.

O rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.


Os filhos são jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que as ajudemos a burilar-se.

Não percamos a oportunidade de enfeitá-las de virtudes. Assim, quando tivermos que devolvê-las a Deus, que possam estar ainda mais belas e mais valiosas.

Gerana Damulakis disse...

Sinto que estou enriquecendo, ficando com mais bagagem cultural. Venho todo dia aprender. Parabéns por um trabalho tão lindo.

Ah, essa de hoje também foi de arrepiar!

Sônia Silvino disse...

Olá, Silvana querida!!!
Sempre maravilhosa! Deu até um "medão"!!!
Esse país é mesmo riquíssimo, pena os políticos.
Visitar o teu blog é abastecer a alma de cultura.
Bjkas!!!

Dalinha Catunda disse...

Olá Silvana,
É muito bom ver as ledas do nosso Brasil sendo divulgadas.
Um abraço,
Dalinha

Daniel Savio disse...

Hua, kkk, ha, ha, será que fica assim furioso por causa da aparência que ele ficou após a maldição?!

Fique com Deus, menina Silvana.
Um abraço.

Silvana disse...

Essa eu nunca tinha ouvido, e olha que na época de escola, aquela boa época em que a Educação era levada mais a sério...rsrs...aprendemos sobre tantas lendas!