Através de incrustações de objetos na cartilagem do nariz, no lóbulo da orelha e nos lábios, principalmente, elas distorcem radicalmente o formato original de suas feições criando furos gigantescos, esticamentos descomedidos.
Outro método muito comum é um tipo de queimadura que cria na pele uma textura repleta de erupções. Essas práticas africanas têm propósitos absolutamente culturais, com rituais significativos.
Um exemplo eloqüente dessa manifestação cultural por intermédio do corpo é o praticado pelas “mulheres-girafa” de Gana, que aumentam o comprimento do pescoço com o uso de coleiras de metal...
Já se conheciam mulheres-girafas na África, mas a origem desse hábito na Ásia tem várias interpretações lendárias:
– O colar teria sido uma punição para as mulheres adúlteras de antigamente;
– Uma proteção para as camponesas contra os tigres que as atacavam na garganta para beber seu sangue quando trabalhavam nos campos;
– Os homens teriam feito isso com suas mulheres para torná-las feias, evitando que fossem raptadas ou, ao contrário, ornamentavam-nas dessa maneira para mostrar sua riqueza e se fazer respeitar;
– O colar espantaria os nats – forças sobrenaturais para as quais os birmaneses animistas (que cultuam a naturez

– Também uma das explicações é que, para os padaungs, o centro da alma é o pescoço. Assim, para proteger a alma e a identidade da tribo, as mulheres protegem o pescoço com aros, entre cinco e 25, cada qual com 8,5 milímetros de diâmetro, antigamente de ouro e, hoje, de cobre ou latão.
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